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Eurodeputados querem parar negociação com Mercosul

Segundo os eurodeputados consideram em sua carta, Dilma "não cometeu" o crime pelo qual é acusada


	Dilma: "(O impeachment) Terá efeitos desestabilizadores não só no curto prazo, mas também no longo prazo", comentaram
 (REUTERS/Ueslei Marcelino)

Dilma: "(O impeachment) Terá efeitos desestabilizadores não só no curto prazo, mas também no longo prazo", comentaram (REUTERS/Ueslei Marcelino)

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Da Redação

Publicado em 5 de setembro de 2016 às 16h41.

Bruxelas - Um grupo de 15 eurodeputados da Esquerda Unitária Europeia e do Partido Verde da Eurocâmara pediu em carta à União Europeia (UE) que pare a negociação de um acordo de associação com o Mercosul pela destituição da agora ex-presidente Dilma Rousseff.

"Expressamos nossa maior consternação após a decisão" de destituir Dilma por parte do Senado, que, segundo sua opinião, está "contaminado de corrupção" e deu "um golpe parlamentar", destacam os eurodeputados na carta enviada à alta representante da UE para Política Externa, Federica Mogherini, divulgada nesta segunda-feira, mas datada de 1º de setembro.

Segundo os eurodeputados consideram em sua carta, Dilma "não cometeu" o crime pelo qual é acusada e sua saída "afetará profundamente a construção de uma democracia inclusiva no Brasil e no conjunto da região".

"Terá efeitos desestabilizadores não só no curto prazo, mas também no longo prazo", comentaram os eurodeputados.

Os parlamentares pediram a Mogherini "não deixar passar isto por alto" e insistiram em "não recompensar a corrupção".

Por tudo isso, solicitaram que não prossiga a negociação de um acordo de associação com os países do Mercosul, no qual além do Brasil estão incluídos Argentina, Uruguai e Paraguai.

"Não podemos seguir negociando como se nada tivesse acontecido e o Senado brasileiro não houvesse orquestrado um ataque dramático à integridade da democracia institucional do país", salientaram.

Nesse sentido, urgiram a "falar claramente contra a ameaça à democracia no Brasil, rejeitar o golpe parlamentar e parar as negociações de um acordo de associação com o Mercosul", enquanto "os países-membros não estejam representados por governos chegados ao poder por procedimentos democráticos legais e não por manobras escandalosas".

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