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Em crise, Uerj antecipa recesso de fim de ano

o reitor decidiu antecipar o recesso de fim de ano por conta de "déficit orçamentário" que impede a instituição de "honrar vários compromissos"

Campus da UERJ: em 15 dias, uma quantia de R$ 7 mil foi distribuída entre cerca de 70 dos 900 professores substitutos (Wikimedia Commons)

Campus da UERJ: em 15 dias, uma quantia de R$ 7 mil foi distribuída entre cerca de 70 dos 900 professores substitutos (Wikimedia Commons)

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Da Redação

Publicado em 18 de dezembro de 2014 às 13h16.

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Rio - Funcionários administrativos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) encontraram os portões da instituição fechados nesta quinta-feira, 18.

Na quarta-feira, o reitor Ricardo Vieiralves de Castro decidiu antecipar o recesso de fim de ano por conta de "déficit orçamentário" que impede a instituição de "honrar vários compromissos".

A decisão ocorreu depois que funcionários da limpeza, sem salários desde outubro, fizeram protesto e espalharam lixo na entrada do câmpus e pelos corredores do prédio principal.

Na nota, publicada na internet, Vieiralves informa que o déficit da universidade é de R$ 23 milhões. "O Estado do Rio de Janeiro, segundo informações recebidas, teve este ano problemas graves com a arrecadação por conta da redução dos royalties do petróleo e outras situações, e tem, neste momento em acordo com as mesmas informações recebidas, dificuldades suplementação orçamentária da instituição", escreveu o reitor.

Ele antecipou o recesso para esta quinta-feira, 18, mas informou que o expediente administrativo só seria encerrado no dia 22. Esta manhã, os funcionários foram surpreendidos com os portões fechados.

"A gente veio trabalhar e foi impedido de entrar. Eu consegui passar com muita dificuldade. Mesmo assim, isso aqui está uma imundície. Não retiraram o lixo espalhado ontem; dá até medo de rato e barata. Também não tem luz no prédio", contou, por telefone, uma funcionária da Uerj.

Os funcionários terceirizados da limpeza, sem receber os salários de novembro e décimo terceiro salário, estão em greve desde o início do mês e ontem fizeram o protesto, depois que souberam que foi agendada reunião entre a empresa terceirizada, a reitoria da Uerj e o governo do Estado para 11 de janeiro. Eles esperavam que a situação fosse resolvida antes.

"O salário de novembro deveria ter sido pago no quinto dia útil. Mas não pagaram nem o salário nem o décimo terceiro. Constantemente tem havido isso no Estado", afirmou Lenieres Marques, diretor de fiscalização do Sindicato de Asseio e Conservação do Município.

Ele ressaltou que a paralisação também atinge o Hospital Universitário Pedro Ernesto. Mas, por ser um serviço essencial, os funcionários estão se revezando para manter a limpeza do hospital.

Na nota, Vieiralves escreveu que "há expectativa para solução dos problemas, mas não no prazo urgente para o saneamento de situações da salubridade e tranquilidade no ambiente institucional".

"A Uerj vive uma situação precária. Os câmpus de São Gonçalo e de Duque de Caxias não têm bandejão para os alunos, os laboratórios de pesquisa recorrem a outras fontes de financiamento porque não recebem verbas", afirmou Bruno Deusdará, presidente da Associação de Docentes da Uerj (Asduerj).

"Uma lei aprovada na Assembleia Legislativa previa o investimento de 6% do orçamento estadual na Uerj, mas o governador vetou a lei e investe a metade disso nas três universidades estaduais".

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