Brasil

Dilma defende política industrial de seu governo

Candidata fez um balanço das realizações do governo e do anterior na área industrial

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, participa de sabatina na CNI (José Cruz/Agência Brasil)

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, participa de sabatina na CNI (José Cruz/Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 30 de julho de 2014 às 18h52.

Brasília - Última candidata sabatinada hoje (30) na Confederação Nacional da Indústria (CNI), a presidente Dilma Rousseff, que disputa a reeleição, aproveitou a parte inicial de sua fala para fazer um balanço das realizações do governo e do anterior na área industrial.

Dilma lembrou que foi no mesmo plenário, na sabatina de 2010, que prometeu criar a Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa, comandada atualmente pelo empresário Afif Domingos.

“Sabemos que nos últimos anos o Brasil mudou e tem um longo caminho a percorrer”, disse a candidata, ao lembrar que seu governo procurou resgatar a perspectiva industrial, superando preconceitos de que o país não precisaria de uma política industrial.

Dilma enfatizou o crescimento expressivo da indústria naval a partir de 2003. Segundo ela, o número de trabalhadores no setor aumentou dez vezes desde então, com a expansão de estaleiros.

Até 2020, a indústria naval fará investimentos em torno de US$ 100 bilhões, impulsionados pela demanda gerada pela exploração da camada do pré-sal. “O pré-sal vai constituir o mais importante fator individual de demanda por bens, serviços industriais, tecnologia e aprimoramento da nossa capacidade de inovação”.

A candidata prometeu continuar o debate sobre a necessidade da política industrial no Brasil, que, segundo ela, é criticada por muitos. Para ela, os eixos da política industrial são a desoneração tributária, a concessão de créditos, os incentivos por compras governamentais, a educação técnica e científica, a recuperação do planejamento e a construção de marcos regulatórios, bem como o fim da burocracia e as parcerias com o setor privado.

A presidente lembrou que esses eixos foram essenciais para minorar os efeitos da crise econômica mundial no país e devem continuar em um possível novo governo.

Dilma foi à sabatina na CNI acompanhada do vice-presidente Michel Temer, também candidato à reeleição, e de ministros como o da Fazenda, Guido Mantega, da Casa Civil, Aloizio Mercadante, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, e da Micro e Pequena Empresa, Afif Domingos, além do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.

Antes de Dilma começar a falar, o presidente da CNI, Robson Andrade, disse que entregou a ela, assim como aos demais candidatos sabatinados hoje, Eduardo Campos, do PSB, e Aécio Neves, do PSDB, 42 propostas da CNI para melhorar a economia nacional, com foco na melhoria da infraestrutura, para aumentar a competitividade das empresas nacionais no mercado interno e externo.

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