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Cunha nega que impeachment seja ato de vingança

Cunha justifica que, das 50 denúncias contra Dilma que recebeu, apenas nove foram aceitas por ele


	Eduardo Cunha: "É uma continuidade de atos que levou a ser um recorde de protocolos de pedidos de impeachment de todos os presidentes da história".
 (Agência Brasil/Marcelo Camargo)

Eduardo Cunha: "É uma continuidade de atos que levou a ser um recorde de protocolos de pedidos de impeachment de todos os presidentes da história". (Agência Brasil/Marcelo Camargo)

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Da Redação

Publicado em 17 de abril de 2016 às 17h02.

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Brasília - Antes da sessão começar, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff seja fruto de revanchismo político.

Cunha justifica que, das 50 denúncias contra Dilma que recebeu, apenas nove foram aceitas por ele. "Com tantos pedidos de impeachment, como você diria que é uma vingança?", questionou.

"É uma continuidade de atos que levou a ser um recorde de protocolos de pedidos de impeachment de todos os presidentes da história do País", declarou.

"Isso não é normal. É sinal de uma conjuntura, digamos assim, desfavorável. Efetivamente há uma contestação. Você advém de um processo político complicado que vem desde a eleição", disse.

"Ao mesmo tempo, houve a suposta prática do crime de responsabilidade." Segundo ele, para tentar evitar o processo de impeachment, o governo está em um "estágio de feirão, saldão".

Há um impasse entre o entendimento de Cunha e governistas sobre como será feita a segunda chamada da votação. Ele citará os parlamentares ausentes de acordo com cada Estado.

Caso eles não estejam presentes, não terão outra oportunidade de se manifestar ao longo da votação. De acordo com o peemedebista, a segunda chamada é critério da presidência. "Se alguém quiser se ausentar para votar no final vai perder seu tempo."

A chamada será feita por bancada, começando por uma da região Norte do País, seguida por outra do Sul, e assim sucessivamente.

O peemedebista disse que votará junto com os deputados do Rio de Janeiro. Ele estima que a votação deve ser encerrada neste domingo, 17, por volta das 22h.

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