Brasil soma 118.851 casos notificados de síndrome gripal por Covid-19 em 2026 (Pfizer/Divulgação)
Colaboradora
Publicado em 7 de novembro de 2026 às 10h53.
Última atualização em 7 de novembro de 2026 às 11h17.
A Covid-19 voltou a crescer no Brasil nas últimas seis semanas, com aumento de casos em 19 estados e todas as faixas etárias. Apesar do crescimento, os indicadores de gravidade permanecem baixos e a vacinação é considerada a principal defesa contra complicações.
A Covid-19 voltou a crescer no Brasil. Os casos da doença sobem há seis semanas em 19 unidades da Federação e em todas as faixas etárias, de crianças a idosos, segundo dados do Ministério da Saúde.
A análise considera a evolução das notificações nas últimas seis semanas, até o período de 25 a 31 de outubro. Para identificar a tendência, os pesquisadores usam modelos estatísticos que levam em conta os atrasos na notificação e estimam quantos registros ainda podem ser incorporados aos sistemas de vigilância.
O levantamento aponta sinais de crescimento nas cinco regiões do país:
O avanço já aparece também nos hospitais. Boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado nesta quinta-feira (5) identificou sinais de aumento de casos graves (Síndrome Respiratória Aguda Grave) provocados pelo coronavírus em diferentes regiões do país.
Apesar da tendência de alta, os indicadores ainda são baixos. O Ministério da Saúde classifica a atividade da doença como de baixo risco em todos os estados, e a Fiocruz afirma que a incidência de casos graves permanece em patamar reduzido.
Desde o início de 2026, o Brasil soma 118.851 casos notificados de síndrome gripal por Covid-19, de acordo com dados oficiais atualizados até 4 de novembro. O número não representa o total de infecções, já que nem todos os casos são diagnosticados ou notificados.
Segundo a pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, que produz o InfoGripe, a vacina é a principal forma de prevenção contra casos graves e mortes.
“É essencial que as pessoas dos grupos prioritários estejam em dia com a vacina contra o vírus”, alerta.