Bolsonaro: ex-presidente se recupera de cirurgia em Brasília (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 26 de dezembro de 2025 às 15h34.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não passará por novos procedimentos ou exames complementares nesta sexta-feira, 26, segundo boletim divulgado pela equipe médica nesta tarde. Bolsonaro ainda não tem previsão de alta do hospital DF Star, em Brasília.
O documento assinado pelos médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique, Brasil Caiado e Allisson B. Barcelos Borges, afirma que Bolsonaro iniciou a reabilitação com fisioterapia, otimização de analgesia e medidas farmacológicas para prevenção de trombose após a realização da cirurgia de correção de uma hérnia inguinal bilateral.
Os médicos afirmaram ainda que foram realizados ajustes das medicações para soluço e para doença do refluxo gastro-esofágico.
No relatório médico divulgado na quinta-feira, 25, a equipe médico apontou que Bolsonaro pode precisar fazer um novo procedimento nos próximos dias por conta da crise de soluço do ex-presidente.
Os médicos esclareceram que os soluços podem estar relacionados a alterações no sistema digestivo e que, até o momento, não há indicação de complicação neurológica associada ao sintoma. Exames complementares poderão ser realizados durante a internação.
A cirurgia começou por volta das 9h15, sendo concluída pouco antes das 13h, com duração aproximada de três horas e meia.
O procedimento teve como objetivo corrigir essa saída do intestino e diminuir os riscos de dor, aprisionamento da hérnia e outras complicações de saúde.
A hérnia inguinal acontece quando parte do intestino se projeta por pontos enfraquecidos na parede abdominal, na região da virilha. Quando o problema é bilateral, a protrusão ocorre em ambos os lados.
Segundo os médicos, o procedimento transcorreu sem intercorrências e ocorreu conforme o previsto. A intervenção foi realizada sob anestesia geral.
Apesar de classificada como eletiva, a cirurgia foi indicada para evitar o agravamento do quadro e possíveis complicações clínicas.
Após o procedimento, Bolsonaro foi encaminhado diretamente ao quarto, sem necessidade de internação em unidade de terapia intensiva (UTI), permanecendo acordado e comunicativo.
O pós-operatório inclui controle rigoroso da dor com uso de analgésicos, fisioterapia para mobilização precoce e medidas voltadas à prevenção de complicações, como trombose venosa profunda e problemas respiratórios.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, mas a internação não interfere na execução da pena, conforme esclareceu o ministro Alexandre de Moraes.