Plenário da Câmara: a expectativa do setor é de que o PL seja discutido ainda nesta semana, embora a bancada do agro, liderada pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), e o governo não tenham chegado a um acordo. (Saulo Cruz/Agência Senado/Flickr)
Repórter de agro e macroeconomia
Publicado em 13 de julho de 2026 às 11h49.
Em relação ao tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a expectativa é de que, na terça-feira, 15, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anuncie sua decisão sobre a proposta de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, incluindo itens do agronegócio, como carnes, café e etanol de cana-de-açúcar.
Na semana passada, mais de 70 participantes estiveram na audiência pública promovida pelo USTR, entre representantes de cadeias produtivas, especialistas em comércio exterior, economistas e políticos.
O agronegócio brasileiro teve 11 representantes com direito à fala, enquanto 12 entidades do setor agropecuário americano também apresentaram seus argumentos sobre a proposta.
Um dos principais embates envolve o setor de biocombustíveis. A Renewable Fuels Association (RFA), que representa os produtores de etanol dos Estados Unidos, sustenta que o Brasil adota práticas comerciais desleais e defende a aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros.
Já a United States Cattlemen's Association (USCA), uma das principais entidades da pecuária americana, pediu ao presidente Donald Trump a imposição de tarifas e restrições amplas sobre todos os produtos bovinos brasileiros, incluindo carne, cortes e miúdos, sem exceções.
A associação afirma que a pecuária brasileira opera com vantagens consideradas "injustas", relacionadas ao desmatamento, ao trabalho forçado e a falhas na rastreabilidade e na governança. Com isso, defende o endurecimento das barreiras comerciais até que o Brasil comprove avanços estruturais nessas áreas.