Empresa capta R$ 140 milhões com Tinder dos caminhoneiros

Aplicativo já tem mais de 85 mil usuários; em três meses, mais de 22 mil fretes foram contratados, com destaque para o transporte de soja, milho e fertilizantes
Empresa lança Tinder dos caminhoneiros (Getty Images/Getty Images)
Empresa lança Tinder dos caminhoneiros (Getty Images/Getty Images)
Carla Aranha
Carla AranhaPublicado em 24/06/2022 às 10:21.

Criado em 2019 para facilitar o agendamento da chegada de cargas nos terminais da VLI, que opera ferrovias e portos em praticamente todo o país, o aplicativo Trato se transformou neste ano em uma espécie de Tinder dos caminhoneiros. O app conta agora com uma funcionalidade que conecta empresas em busca de fretes rodoviários aos transportadores autônomos.

Lançado em março, o serviço já registra quase 200 mil acessos e mais de 22 mil fretes contratados, segundo a Trato. O valor médio do frete é de 300 reais, com foco no agronegócio. A soja é, de longe, o principal produto transportado. O grão representa 53,9% de toda a mercadoria transportada. Em segundo lugar, vem o milho (24,3%), seguido por fertilizantes (14,2%) e açúcar e calcário (empatados em 3,8%).

A rota mais clicada fica no Rio Grande do Sul – o trajeto entre Condor e Maraú teve quase 2 mil acessos, acompanhada de perto pelo frete entre Grajaú e Porto Velho, nas regiões Norte e Nordeste (mais de 840 cliques). Rotas no Tocantins e no transporte de mercadorias entre o Mato Grosso e o porto de Paranaguá, no Paraná, também são campeãs.

A ideia é transformar o aplicativo em um marketplace de serviços para os caminhoneiros. A empresa está desenvolvendo a opção da realização de pagamentos e outros serviços financeiros através do app. Hoje, já é possível desfrutar de descontos em oficinas de manutenção, lojas de autopeças e serviços e alimentação e saúde. “O caminhoneiro precisa de suporte em uma série de operações e atividades, inclusive para conseguir reduzir custos”, diz Vanderlei Marques, CEO e fundador da Trato.

Marques criou o aplicativo quando ainda trabalhava na VLI, onde atuou por cinco anos em cargos de liderança. O projeto era tão estratégico para a empresa que demandou dois anos de investimentos. Em uma primeira fase, ainda sob o guarda-chuva da VLI, recebeu um aporte da ordem de 90 milhões de reais. Depois, já em voo solo, captou outros 50 milhões de reais.

Hoje, o aplicativo conta com mais de 85 mil usuários cadastrados. “Estamos crescendo com um serviço que ajuda a promover o bem-estar dos caminhoneiros e aumentar sua receita”, diz Marques.

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