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CNA defende maior financiamento e papel estratégico do agro nas ações climáticas

Entidade destaca importância do agronegócio nas discussões da COP29 e na redução das emissões de gases de efeito estufa

César H. S. Rezende
César H. S. Rezende

Repórter de agro e macroeconomia

Publicado em 9 de outubro de 2024 às 15h04.

O agronegócio brasileiro deve desempenhar um papel solucionador nas ações de mudanças climáticas na agricultura, afirmou, nesta quarta-feira, 9, a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA).

Em nota, a entidade defendeu que é preciso superar desafios para ampliar os financiamentos voltados a programas que possam mitigar as emissões de gases de efeito estufa pela agropecuária, enquanto o mundo se prepara para a Conferência Climática COP29.

“Sem financiamento, as ações de mitigação e adaptação, o acesso a tecnologias e recursos para perdas e danos, e as ações de transparência ficam limitados”, afirmou a CNA.

A entidade também destacou que o agronegócio não deve ficar fora das discussões sobre as novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que são as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) para o período a partir de 2031.

De acordo com o comunicado da CNA, o Governo Federal deve ouvir todos os setores da economia e buscar estratégias para mitigar as emissões.

Além da nova meta de financiamento, a CNA aponta que outros pontos são essenciais para o Brasil nas negociações climáticas da COP29, entre eles: o andamento do cronograma do Grupo de Sharm El-Sheikh (ações climáticas na agricultura e segurança alimentar); a consolidação das negociações referentes ao mercado de carbono; e a atenção especial aos acordos e declarações de alto nível político.

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