Teoria da conspiração aponta 5G como responsável pelo coronavírus

No Reino Unido, 77 torres de sinal de operadoras foram queimadas. Informação é falsa e a covid-19 chegou em países sem 5G, como o Brasil

As teorias da conspiração sobre a origem e possíveis curas do coronavírus seguem firmes e fortes ao redor do mundo. As mais conhecidas, como a que sugere que a doença foi criada em um laboratório chinês, até a de que usar urina e estrume de vaca pode curar o vírus, não são de longe as mais malucas. A mais recente surgiu no Reino Unido e afirma que a internet 5G está por trás da pandemia. O boato ganhou força no começo de abril e, até agora, cerca de 77 torres de sinal de operadoras de telefonia foram queimadas.

A teoria consiste na ideia de que a rapidez da internet está causando ou acelerando o contágio da doença, por meio da radiação. Desde que iniciaram os debates sobre a tecnologia, muitas pessoas começaram a espalhar histórias de que o 5G, por ser mais poderoso que o 3G ou o 4G, poderia causar problemas graves aos seres humanos e aos animais. Quem acredita na teoria também afirma que o novo modelo de internet é capaz de reduzir a imunidade das pessoas e que "o coronavírus foi inventado para esconder os perigos do 5G."

As informações não são verdadeiras. Não há nenhum estudo que confirme os supostos perigos das gerações da internet. A Comissão Internacional de Proteção contra Radiação Não Ionizante (ICNIRP, sigla em inglês) confirmou que as frequências emitidas pelo 5G não afetam as pessoas.

A teoria também se prova falsa ao levar em conta que a covid-19 chegou em países que ainda não têm a rede 5G implementada ou regulamentada, como é o caso do Brasil.

Até o dia 15 de abril, 50 torres haviam sido queimadas — a maioria delas, segundo o site americano Business Insider, não tinham relação com o 5G. No total, até nesta quarta-feira, 6, 77 torres foram "vítimas" dos conspiradores.

O Reino Unido tem 202.355 casos confirmados e 30.150 mortes pelo coronavírus, segundo o monitoramento em tempo real da universidade americana Johns Hopkins. Por lá (e em muitos outros lugares), o 5G é o menor dos problemas.

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