Ciência

Supernova pode ajudar a calcular a expansão do universo

Telescópio Hubble descobriu uma supernova a mais de 10 bilhões de anos-luz da Terra que pode ajudar nos cálculos sobre a expansão do universo

Foto do telescópio Hubble, da NASA, que mostra uma supernova a mais de 10 bilhões de anos-luz da Terra (NASA, ESA, A. Riess (STScI e JHU), e D. Jones e S. Rodney (JHU))

Foto do telescópio Hubble, da NASA, que mostra uma supernova a mais de 10 bilhões de anos-luz da Terra (NASA, ESA, A. Riess (STScI e JHU), e D. Jones e S. Rodney (JHU))

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Da Redação

Publicado em 5 de abril de 2013 às 11h50.

São Paulo - A Telescópio Espacial Hubble, da NASA, descobriu uma supernova que está a mais de 10 bilhões de anos-luz da Terra. A novidade pode ajudar os cientistas nos cálculos sobre a expansão do universo.

As supernovas são explosões estelares. Elas sinalizam a morte violenta de uma estrela de grande massa. Quando isso acontece, significa que a estrela já estava em estágio avançado de evolução.

Existem dois tipos principais de supernovas. O primeiro é do tipo Ia e acontece quando uma estrela do tipo anã branca explode e é completamente destruída. Já a do tipo II acontece quando o núcleo de uma estrela entre 10 e 100 a massa do Sol esgota seu combustível e entra em colapso.

A supernova recém-descoberta UDS10Wil é do tipo Ia. Esse tipo de supernova tem um nível constante de brilho, o que ajuda nos cálculos de expansão do Universo. A mais de 10 bilhões de anos-luz da Terra, essa é a supernova mais distante deste tipo já observada.

Como está a mais de 10 bilhões de anos-luz, UDS10Wil permite que os cientistas observem um fenômeno que aconteceu há mais de 10 bilhões de anos. Portanto, a supernova abre uma janela para os primórdios do universo.

Segundo a teoria do Big Bang, o universo se formou há cerca de 13,8 bilhões de anos com uma grande explosão. Como essa supernova aconteceu há 10 bilhões de anos, ela está entre as explosões que deram origem ao cosmos.

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