Startup Netskope desafia gigantes com solução de segurança para a nuvem

A empresa fundada nos Estados Unidos é uma das que mais crescem no setor de segurança da informação

A pandemia pegou o empresário Sanjay Beri de surpresa. Fundador e presidente da startup americana Netskope, o executivo se viu de uma hora para outra tendo de ajudar os seus clientes a colocar até 8.000 funcionários de uma vez para trabalhar remotamente. Era preciso correr para aumentar a capacidade dos seus sistemas e garantir que todos conseguissem ter acesso aos serviços e ferramentas online para realizar seu trabalho.

“Antes da pandemia, a maioria dos nossos clientes mantinham por volta de 20% dos funcionários trabalhando remotamente. De repente, esse número subiu para 70%. O trabalho remoto virou a norma, não a exceção”, diz o empresário em entrevista à EXAME.

Fundada em 2012, a Netskope é uma das startups que despontaram nos últimos anos oferecendo serviços de segurança digital para a computação em nuvem. A empresa atua num segmento bem específico, mas muito promissor. Ela oferece sistemas de segurança que atuam numa camada intermediária entre a rede das empresas e os serviços hospedados na nuvem acessados pelos funcionários.

É o tipo de solução que se tornou obrigatória em tempos de pandemia, para garantir que as equipes possam continuar se comunicando, trocando arquivos e usando sistemas internos das suas companhias de uma forma segura.

Este serviço oferecido por empresas como a Netskope é conhecido pelo nome “Cloud Access Security Broker” (Intermediário de Segurança para Acesso à Nuvem). Trata-se de um software que controla o tráfego de dados entre os dispositivos de uma empresa (um computador ou um smartphone de um funcionário) e um serviço na nuvem (um sistema online de controle de pagamentos, por exemplo).

A categoria é uma das que mais crescem no mercado de segurança da informação, de acordo com a consultoria Gartner, especializada no mercado de tecnologia da informação. E hoje a Netskope é uma das líderes no segmento, concorrendo com gigantes como Microsoft e Cisco, e grandes empresas do setor de segurança, como Symantec, McAfee, Forcepoint e Palo Alto Networks.

Nos últimos meses, a Netskope investiu entre 5 milhões e 8 milhões de dólares na expansão na América Latina

“Toda empresa precisa se transformar digitalmente, mas precisa fazer isso de uma maneira que satisfaça todos os seus critérios de segurança, protegendo os dados sensíveis e se protegendo contra ameaças. Com a pandemia, isso só se acentuou”, diz Sanjay Beri.

Presente em diversos países, a empresa tem aumentado sua atuação no Brasil. Em abril, a startup anunciou a expansão do seu data center em São Paulo e em outros países da América Latina para oferecer mais serviços aos clientes na região. Para o fundador, o mercado brasileiro é estratégico e é um dos que mais crescem para a empresa. “Estamos crescendo entre 200% e 300% ao ano na América Latina. Só nos últimos meses, fizemos investimentos da ordem de 5 a 8 milhões de dólares”, diz Beri.

O executivo não abre os números de faturamento, mas diz que a base de usuários conectada em sua plataforma, somando os funcionários de todas as empresas clientes da startup, subiu 80% em 2019 e a tendência é de um aumento na mesma proporção em 2020, mesmo com a crise provocada pela pandemia.

O crescimento do mercado de computação em nuvem e da demanda por soluções de segurança fez a Netskope se tornar uma queridinha dos investidores. Nos últimos anos, a startup levantou mais de 740 milhões de dólares com fundos de capital de risco, e a empresa foi avaliada em quase 3 bilhões de dólares.

“Toda empresa precisa se transformar digitalmente, mas precisa fazer isso de uma maneira que satisfaça todos os seus critérios de segurança, protegendo os dados sensíveis e se protegendo contra ameaças. Com a pandemia, isso só se acentuou"

Sanjay Beri, fundador e presidente da Netskope

Agora, com o crescimento do trabalho remoto e das vendas online, a tendência é que soluções de segurança para a nuvem ganhem ainda mais relevância, uma vez que todos os funcionários e consumidores estão utilizando cada vez mais serviços conectados. “Não é mais uma questão de se ou quando isso vai acontecer. A nuvem já está presente em todas as empresas e a maioria das aplicações hoje já são conectadas. A questão é como manter toda essa troca de dados segura”, diz o fundador. Para empresas como a Netskope, a pandemia trouxe uma grande oportunidade.

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