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Morte de Chávez é o assunto mais discutido da web

No Twitter, a expressão “Murió Hugo Chávez” tornou-se o tópico mais debatido do mundo ao lado de “Plantão da Globo” e “#HastaSiempreComandante”


	Morte de Chávez suscita debate nas redes sociais: o chavismo continuará a existir sem ele?
 (AFP / Geraldo Caso)

Morte de Chávez suscita debate nas redes sociais: o chavismo continuará a existir sem ele? (AFP / Geraldo Caso)

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Da Redação

Publicado em 6 de março de 2013 às 10h12.

São Paulo - Mal o governo da Venezuela confirmou o falecimento do presidente do país, Hugo Chávez, mensagens de apoio e de críticas ao controverso comandante do país sul-americano ascenderam entre os temas mais discutidos da internet.

A notícia de que Hugo Chávez morreu, aos 58 anos, vítima de um câncer na região pélvica tornou-se a manchete de sites de notícias em todo o mundo, como os americanos New York Times e Washington Post e os ingleses The Guardian e Daily Telegraph.

No Twitter, a expressão em espanhol “Murió Hugo Chávez” tornou-se o tópico mais debatido do mundo ao lado de tags como “Plantão da Globo”, “#HastaSiempreComandante” e “Vice President Nicolas Maduro”, todas relacionadas à notícia da morte do principal personagem da política venezuelana nas últimas duas décadas.

Entre os usuários que compartilham a hashtag “HastaSiempreComandante”, a maior parte das mensagens, postadas em inglês ou espanhol, é de apoio ao chavismo, como a reprodução de frases famosas do líder latino americano e críticas às políticas americanas. A usuária Silvana Revuelta, por exemplo, postou em espanhol que este é o momento de “mostrar que a revolução bolivariana é muito maior que uma única pessoa”.

Já entre os usuários que compartilham a hashtag “Murió Hugo Chávez” há muitas críticas ao estilo do comandante venezuelano e mensagens agressivas. A usuária PrisKilla, por exemplo, postou em inglês que Chávez foi um político autoritário e agia de modo mal educado, por exemplo, ao chamar o ex-presidente americano George Bush de “demônio”. Muitos usuários escreveram mensagens como “Vá para o inferno, Chávez”.

Ao morrer, Chávez reproduz nas redes sociais a mesma divisão que gerou em vida entre as forças políticas, alinhando críticos e apoiares em campos opostos. Nas páginas criadas por fãs de Chávez no Facebook, por exemplo, há emocionadas mensagens de despedida e de apoio aos valores bolivarianos, mas também críticas à figura pública do líder venezuelano. Herói e mártir. Déspota e corrupto. Adjetivos não faltam nos posts sobre Chávez na internet.

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