Tecnologia

Meta, Snap e Google: o que está por trás dos balanços que superaram expectativas?

Não, a inteligência artificial não é a resposta

Mark Zuckerberg, CEO da Meta: apesar da aposta forte em IA, a tecnologia não está por trás dos resultados dessas três big techs (JOSH EDELSON/Getty Images)

Mark Zuckerberg, CEO da Meta: apesar da aposta forte em IA, a tecnologia não está por trás dos resultados dessas três big techs (JOSH EDELSON/Getty Images)

Laura Pancini
Laura Pancini

Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial

Publicado em 28 de abril de 2024 às 10h58.

A publicidade digital parece estar ganhando forças após um período desafiador. Depois de enfrentar reduções de orçamento durante a inflação americana de 2022, além de quase três anos marcados por demissões, big techs como Meta, Snap e Google apresentaram crescimentos robustos em seus recentes balanços trimestrais.

Com resultados divulgados na última semana, as três companhias superaram as expectativas de analistas com aumentos significativos de receita, marcando os melhores desempenhos dos últimos dois anos. Mas, o que estaria por trás de um trimestre de sucesso? Não, não é inteligência artificial, e sim a aposta em publicidade digital.

Vale ressaltar que as empresas entraram na época de divulgação de balanços numa posição favorável, já que os números do período a ser comparado foram fracos para todas. Mas, considerando isso e outros fatores como demissões em massa, além da instabilidade política e econômica nos EUA, os analistas já foram cautelosos a anunciar suas expectativas.

“Me ouço em todo lugar”: ela teve a voz vendida como se fosse de uma inteligência artificial

Quais foram os resultados?

Meta

A empresa-mãe do Facebook, Instagram e WhatsApp reportou um aumento de 27% na receita do primeiro trimestre, alcançando US$ 36,5 bilhões.

Este foi o maior crescimento desde 2021 para a Meta, que reestruturou seu sistema de anúncios com investimentos fortes em inteligência artificial após a nova política de privacidade da Apple.

Alphabet

Já a dona do Google relatou uma receita publicitária de US$ 61,66 bilhões no primeiro trimestre, um aumento de 13% em relação ao ano anterior, o que fez suas ações saltarem 10% na sexta-feira, 26, e ajudou a companhia a atingir US$ 2 trilhões em valor de mercado.

O YouTube, um dos pilares da Alphabet, viu um salto de 21% em sua receita publicitária. A empresa como um todo cresceu 15%, taxa vista pela última vez em 2022, e as ações subiram 10% na sexta-feira, a recuperação mais acentuada desde 2015.

Snap

A empresa por trás do app Snapchat, por sua vez, experimentou um aumento de 21% em sua receita, totalizando US$ 1,19 bilhão. As ações da empresa dispararam 28% nesta sexta-feira, 26, após o resultado.

Esta performance é a mais forte dos últimos dois anos. A empresa disse que está vendo uma demanda acelerada por sua plataforma de anúncios e se beneficiando de um ambiente operacional melhorado, de acordo com sua carta aos investidores. Apesar da recuperação, as ações da Snap ainda caíram 14% no ano.

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