"Lan houses precisam se reinventar para não deixar de existir no Brasil"

Afirmação é de Sunami Chun, fundador da Monkey, loja que inaugurou o gênero no país e fechou as portas na semana passada

São Paulo - O crescimento da parcela da população brasileira com acesso à internet em casa pode fazer com que as lan houses desapareçam do país, a menos que haja uma revolução no setor nos próximos anos. A análise é do empresário Sunami Chun, que em 1998 fundou a Monkey, primeira loja do gênero no Brasil. Depois de 12 anos de atividades e de trabalhar com 56 filiais, a rede fechou as portas no último dia 1º.

Conforme a pesquisa TIC Domicílios, em 2009 o acesso on-line residencial ficou à frente do acesso via LAN houses pela primeira vez desde 2007. Para Chun, o resultado não surpreendeu. "Há mais de quatro anos já notamos um declínio no público em razão da popularização do computador e da banda larga", explica.

"No nosso caso percebemos bastante cedo porque nossas lojas eram voltadas às classes A e B, que logo tinham em casa tudo o que estava disponível nas lan houses", conta. Chun afirma que outros fatores, como a escassez de jogos novos no mercado, ajudou a levar a Monkey a encerrar as atividades.

Segundo ele, para que o segmento se mantenha no mercado com um público fiel, os proprietários devem apostar em mudanças, seja na forma de atendimento, seja na tecnologia adotada.


"Os empresários podem investir em tecnologias como jogos 3D, ou seja, equipamentos atualmente inacessíveis para uso pessoal", sugere. "Outra possibilidade é transformar as lan houses em um espaço de mais contato social".

Chun inaugurou a primeira loja da rede Monkey depois de visitar a Coréia do Sul. O empresário viajou para lá a fim de conhecer sobre a cultura da família e acabou se interessando pelo modelo de negócio, que já era mania por lá e ainda não existia por aqui.

"Na Coreia do Sul, as lan houses existem há muitos anos e se mantêm firmes", diz Chun. "Mas lá o uso da lan house é muito mais uma questão cultural do que de falta de acesso em casa", explica.


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