Ciência

Cientista que desafiou Einstein pede demissão

Físico Antonio Ereditato detectou neutrinos que supostamente viajavam mais rápido que a luz

Cientista observa parte do Projeto Ópera,  que sacudiu o mundo científico no final de setembro (Alberto Pizzoli/AFP)

Cientista observa parte do Projeto Ópera, que sacudiu o mundo científico no final de setembro (Alberto Pizzoli/AFP)

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Da Redação

Publicado em 30 de março de 2012 às 12h16.

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Roma - O físico italiano Antonio Ereditato, porta-voz do experimento Opera, que detectou neutrinos que supostamente viajavam mais rápido do que a luz, algo que contradizia a Teoria da Relatividade de Einstein, apresentou sua demissão.

O anúncio foi divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Física Nuclear (INFN) italiano, cujo vice-presidente, Antonio Masiero, indicou que a entidade "tomou conhecimento da renúncia do professor Antonio Ereditato como porta-voz do experimento Opera".

A decisão de Ereditato foi tomada depois que alguns de seus colegas no projeto apresentaram uma proposta na qual defenderam sua demissão e apesar de não ter sido aprovada, gerou uma divisão entre os pesquisadores que levou o cientista italiano a apresentar a renúncia, segundo a imprensa italiana.

Em setembro, os responsáveis do experimento Opera confirmaram ter constatado a existência de neutrinos, um tipo de partículas subatômicas, que viajavam a uma velocidade superior à da luz, algo que a física considerava impossível até o momento.

O experimento consistiu em lançar feixes dessa partícula subatômica por terra do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), em Genebra, para o italiano de Gran Sasso, situado a 730 quilômetros de distância, com o qual foi obtida em várias ocasiões uma conclusão surpreendente: os neutrinos chegavam 60 nanossegundos antes da luz.

No entanto, em fevereiro, os responsáveis do Opera no CERN advertiram que as conclusões do experimento que questionou a Teoria da Relatividade de Einstein poderiam ter sido produzidas por uma série de problemas técnicos nos aparelhos.

Um mês depois, um novo experimento do laboratório italiano de Gran Sasso refutou as conclusões preliminares do Opera e confirmou que os neutrinos não são mais velozes do que a luz.

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