Crianças rezam: "quase 50% dos (cristãos) evangélicos acreditam que ciência e religião podem trabalhar juntas e apoiam uma à outra", afirmou socióloga (Sam Panthaky/AFP)
Da Redação
Publicado em 18 de fevereiro de 2014 às 09h36.
Chicago - Ciência e religião podem se misturar facilmente nos Estados Unidos, um país relativamente religioso, revelou uma pesquisa divulgada no domingo.
O estudo da Universidade de Rice, no Texas, feita com mais de 10 mil americanos, inclusive cientistas e evangélicos.
"Nós descobrimos que quase 50% dos (cristãos) evangélicos acreditam que ciência e religião podem trabalhar juntas e apoiam uma à outra", afirmou a socióloga Elaine Howard Ecklund.
Ecklund apresentou os resultados no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), em Chicago. Apesar de amplamente diverso, os Estados Unidos têm maioria cristã.
"Isto contrasta com o fato de que apenas 38% dos americanos sentem que ciência e religião podem trabalhar juntas", explicou Ecklund.
A consulta revelou que 27% dos americanos acreditam que ciência e religião estão em desacordo e que entre aqueles que se sentem dessa forma, 52% se posicionam do lado da religião.
O estudo da Universidade de Rice demonstrou que os cientistas e a maioria da população são ativos similarmente em suas vidas religiosas.
A pesquisa demonstrou que 18% dos cientistas assistiram a cultos religiosos semanais, em comparação com 20% da população em geral.
A consulta também demonstrou que 15% dos cientistas se consideram muito religiosos contra 19% da população em geral.
Enquanto isso, 13,5% dos cientistas leem textos religiosos semanais, em comparação com 17% da população americana. Dezenove por cento rezam várias vezes ao dia contra 26% da população como um todo.
Além disso, quase 36% dos cientistas afirmaram não ter dúvidas sobre a existência de Deus.
"A maioria do que vemos nos noticiários é de histórias sobre estes dois grupos divergentes sobre questões controversas, como o ensino do criacionismo nas escolas", disse Ecklund.
Portanto, "esta é uma mensagem esperançosa para os desenvolvedores de políticas e educadores porque os dois grupos não têm que abordar a religião com uma atitude de combate", prosseguiu Ecklund.
"Ao invés disso, deveriam abordar o tema tendo a colaboração em mente", concluiu.