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CEO da Apple diz estar 'de coração partido' com morte de enfermeiro por agentes do ICE

Tim Cook enviou carta a funcionários da Apple criticando ações do anti-imigração após morte de enfermeiro em Minneapolis

Tim Cook: CEO da Apple critica ICE em carta enviada a funcionários (Drew Angerer/Getty Images)

Tim Cook: CEO da Apple critica ICE em carta enviada a funcionários (Drew Angerer/Getty Images)

Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury

Colaboradora

Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 10h37.

A morte do enfermeiro Alex Pretti, 37, por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE) deixou o CEO da Apple, Tim Cook, "de coração partido". O texto do executivo foi enviado aos funcionários da Apple em sistema interno e obtido pela Bloomberg.

Cook disse que o país é "mais forte" quando "trata a todos com dignidade e respeito". Ele também declarou que paz é algo que a Apple "sempre lutou por" e que chegou a conversar com o presidente Donald Trump para expor suas visões.

A relação entre o CEO da Apple e Trump é criticada desde o início da administração do político. Assim como Jeff Bezos, dono da Amazon, e Mark Zuckerberg, CEO da Meta, Cook foi um dos líderes que apoiou financeiramente a campanha do republicano e marcou presença em várias ações na Casa Branca.

"Sei que isso é muito emocionante e desafiador para muitos. Tenho orgulho do quanto nossas equipes se preocupam com o mundo além de nossas paredes. Essa empatia é um dos maiores pontos fortes da Apple e é algo que acredito que todos nós valorizamos".

Chefes de tecnologia criticam ICE

O executivo da Apple se junta a Sam Altman, CEO da OpenAI, na lista de grandes líderes do setor tecnológico que criticaram ações do ICE. Também em declaração interna a funcionários, Altman disse que o serviço "está indo longe demais" após a morte de Pretti em Minneapolis, nos Estados Unidos. Outros líderes de empresas norte-americanas assinaram um pronunciamento que pede pela redução das ações do ICE em cidades do país.

Ações de executivos ocorrem dias após trabalhadores de empresas, como Google e Metapedirem pronunciamentos das lideranças. Uma carta aberta assinada por mais de 450 profissionais pede que a Casa Branca seja notificada dos pedidos urgentes para a retirada do ICE.

Ação crescente

Semanas antes da morte de Pretti, um agente do ICE identificado como Jonathan Ross atirou e matou a cidadã Renee Good, 37, em Minnesota. Ações dos trabalhadores de tecnologia começaram imediatamente e se intensificaram após o caso de Pretti. 

Na carta, o coletivo anônimo que assina como IceOut.Tech destaca que a indústria tecnológica possui influência no governo de Trump e pede o fim de parcerias comerciais. Atualmente, o ICE se beneficia de tecnologias disponibilizadas por companhias como Clearview AI, Paragon Solutions, Magnet Forensics e outras. 

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