Adeus, Cabify: chegou o dia do serviço de transporte se despedir do Brasil

A empresa afirma que a saída se deve à crise causada pela pandemia e continuará operando em outros nove países latino-americanos, além da Espanha

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"Não queríamos que este dia chegasse, mas amanhã é 14 de junho, o dia em que deixamos de operar no Brasil. É o último e-mail que lhe enviamos, por isso vamos aproveitar esta oportunidade para lhe agradecer.”

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Esse foi o email que os usuários do Cabify receberam ontem da direção da empresa. O texto continua com os agradecimentos. “OBRIGADO Maurício, Priscila, Stéphanie e as centenas de motoristas que, com seu talento e esforço, transportaram milhares de passageiros da maneira mais segura.”

“OBRIGADO a Camila, Guilherme, Bruno e a todos os passageiros que, como você, Ivan, confiaram em nós desde o primeiro momento.  A todos vocês, OBRIGADO, OBRIGADO e OBRIGADO. E lembrem-se, nos vemos em todas as outras cidades da América Latina e Espanha, onde continuamos operando!!”

Em nota enviada à EXAME no mês passado, quando foi anunciada a decisão de deixar a operação no Brasil, a empresa afirmou que "o mercado brasileiro ainda é muito afetado pela grave situação sanitária do país e pela crise sócio-econômica local causada pela covid-19. Este contexto dificulta a criação de valor e tem levado a empresa a parar sua operação no Brasil".

Um Uber mais premium

Cabify chegou ao Brasil em 2016, em meio ao boom de aplicativos de transporte. Seu posicionamento era de um serviço mais premium, com carros melhores e motoristas de costume e gravata - e, claro, tarifas mais altas. Na época, a Uber ampliava participação localmente e a 99 ainda era uma empresa focada em táxis e nem pertencia à chinesa Didi.

Em 2017, o Cabify chegou a comprar a brasileira Easy para solidificar sua participação no país. Com a crise causada pela pandemia, as viagens diminuíram para muitas empresas, que tiveram impacto forte no faturamento do segmento de viagens. A Uber, que tem capital aberto e reporta trimestralmente dados de receita, mostrou fortes quedas no número de viagens nos meses que seguiram ao início da disseminação da covid-19.

O Cabify pertence à empresa espanhola Maxi Mobility e foi fundada em 2011. As operações seguem em outros nove mercados latino-americanos, além da Espanha: Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Peru, República Dominicana e Uruguai. No Brasil, o serviço funcionava nas cidades de São Paulo, Santos, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Segundo a empresa, no comunicado, as cidades da América Latina e da Espanha "mostram bons índices de recuperação em comparação com o nível de atividade anterior à pandemia" e, em alguns mercados, 100% da demanda foi reativada durante os primeiros meses de 2021.

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