Anatel se reúne nesta quinta para avaliar edital de leilão do 5G

Conselho Diretor da agência analisa se aprova o edital da licitação das frequências que serão usadas para o 5G, a nova geração da telefonia móvel

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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) retoma nesta quinta-feira (25) as discussões sobre o edital do leilão de frequências da tecnologia 5G, a próxima geração da telefonia móvel.

Os membros do Conselho Diretor da Anatel se reúnem virtualmente a partir das 15h para debater os pontos do projeto da licitação. O encontro acontece quase um mês depois da última reunião, em 1º de fevereiro, quando dois diretores da Anatel pediram vistas para analisar melhor o caso, o que fez a decisão ser adiada.

Se aprovado, o edital pode abrir caminho para a realização do leilão do 5G, que pode ser uma das maiores licitações já realizadas no país. O governo esperava fazer a licitação ainda este semestre, mas o prazo está cada vez mais apertado.

Entre os pontos de discussão está uma exigência no edital para que as operadoras utilizem um padrão tecnológico conhecido como “release 16” nas faixas de frequência de 3,5 GHz, que é considerado o mais avançado atualmente das redes 5G e, portanto, mais caro.

Outra questão que tem provocado críticas das operadoras é a exigência para que as empresas custeiem a migração das pessoas que hoje usam antenas parabólicas para outra tecnologia. O sinal dessas antenas utiliza as faixas de frequência 3,5 GHz, a mesma que será utilizada pelas redes 5G.

O edital do leilão do 5G também incluiu uma portaria editada pelo Ministério das Comunicações às vésperas da última reunião da Anatel exigindo que os vencedores da licitação construíssem uma rede de telecomunicações privativa, de uso exclusivo do governo federal, o que também vem provocando resistência das empresas. Uma estimativa é de que o custo desse projeto possa chegar a 1 bilhão de reais, sem que tenha qualquer retorno para as empresas.

Esses outros temas devem entrar na pauta do debate nesta quinta-feira na Anatel e terão impacto para o futuro das telecomunicações e dos negócios no país.

As redes 5G são vistas como uma tecnologia fundamental para permitir a conectividade entre máquinas e sensores instalados em fábricas, automóveis e em cidades. Apenas no Brasil, a expectativa é de que o 5G pode ter um impacto de 100 bilhões de dólares no produto interno bruto nos próximos 10 anos.

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