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"A realidade virtual é muito poderosa", diz CEO da Sony

Andrew House falou sobre o Project Morpheus durante a E3, em Los Angeles

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Da Redação

Publicado em 18 de junho de 2015 às 07h20.

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O ano de 2016 será "o ano 0" da realidade virtual para a Sony, disse Andrew House, executivo-chefe da Sony Computer Entertainment, durante a convenção internacional de games E3, em Los Angeles. "É um meio muito poderoso, temos de ter muito cuidado para garantir que as pessoas tenham a experiência adequada com ele."

Project Morpheus, o nome do projeto de realidade virtual de Sony, chegará às lojas na primeira metade do ano que vem, embora, por enquanto, seu preço ainda não tenha sido estabelecido.

"O próximo ano representa o começo da construção de um novo tipo de categoria. Enfatizo que é o princípio e que há um grande caminho pela frente que começa aqui", destacou.

Nas fases iniciais, o Project Morpheus servirá principalmente para os videogames porque, segundo House, os desenvolvedores de jogos têm a capacidade de contar histórias e criar experiências interativas. Nesta tentativa de levar adiante a tecnologia de realidade virtual, que existe há décadas, o responsável do PlayStation está convencido de que é preciso oferecer uma experiência totalmente diferente, não apenas aprimoramento dos gêneros e jogos existentes. Uma lição aprendida com a tentativa frustrada de implantar o 3D nos games.

"Adoraria ver além e transformar conceitos lineares, como filmes ou conteúdo de TV, para realidade virtual, mas isso requereria uma nova aprendizagem sobre como contar histórias e criar cinema e televisão, o que levará muito mais tempo", acrescentou.

Outros atores tecnológicos também trabalham na realidade virtual, como o Oculus Rift e a Valve VR. House considera que a concorrência neste terreno é "realmente grande", e pode impulsionar a inovação.

Sua concorrente, a Microsoft, que não conta com um dispositivo próprio de realidade virtual, anunciou acordos tanto com Oculus quanto com a Valve. Uma estratégia que House viu como "bastante confusa".

Perguntado sobre o HoloLens, o projeto de realidade aumentada da Microsoft, ele disse que desconhece os detalhes e não quis se pronunciar a respeito. "Não é que não vejamos potencial na realidade aumentada, mas nosso foco agora está na sensação de presença", esclareceu.

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