Ciência

A matemática ensina como completar álbum da Copa por R$ 170

Fórmula revelada por especialista resulta em grande economia para colecionador. Lógica é a mesma usada para o cálculo do alcance de propagandas e epidemias


	Álbum da Copa: trocando cromos com amigos, é possível completá-lo por pouco mais de 240 reais
 (Saulo Pereira Guimarães/Site Exame)

Álbum da Copa: trocando cromos com amigos, é possível completá-lo por pouco mais de 240 reais (Saulo Pereira Guimarães/Site Exame)

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Da Redação

Publicado em 15 de maio de 2014 às 13h22.

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São Paulo - Nem só comprar, nem só trocar, nem só pedir à Panini. Quem combinar as três formas de obter figurinhas pode completar o álbum da Copa gastando apenas 170 reais. Pelo menos, é o que garante a ciência (mais precisamente, a matemática).

De acordo com Flávia Freitas Maia, mestre em matemática pela CEFET-RJ, o colecionador pão-duro deve comprar na banca cerca de 410 figurinhas - o que lhe custaria 82 reais.

A essa altura, a especialista afirma que o colecionador já deve ter cerca de 239 figurinhas repetidas. Estas devem ser trocadas com outros colecionadores.

Os 238 cromos que ficam faltando para completar o álbum devem ser comprados junto à Panini - que vende figurinhas com frete de 6,50 reais.

Fernando Cavalcanti/VEJA/Dedoc

Assim, ter um álbum da Copa completo sai por cerca de 170 reais. O valor é bem menor do que o gasto de quem compra todas as figurinhas na banca, que pode chegar a quase mil reais.

Flávia afirma ainda que, trocando cromos com amigos, é possível completar o álbum por pouco mais de 240 reais.

Análise combinatória

Por trás destes números, esconde-se a análise combinatória. Esta área da matemática se dedica a estudar problemas que vão muito além do mero desafio de se completar um álbum de figurinhas.

Um exemplo é a divulgação de um produto. Se considerarmos o público de um determinado comercial como as figurinhas e o número de pessoas que se pretende atingir como álbum, veremos que a mesma lógica vale para as duas situações.

Getty Images

 

"Haverá pessoas que estarão vendo sempre a propaganda (cupons repetidos) e algumas novas que ficarão curiosas com os comentários de amigos (cupons novos).

A partir de um certo momento, caberá ao produtor buscar outras saídas de divulgação para atingir a população desejada (completar o álbum)", afirma Flávia.

O mesmo raciocínio vale para cálculos relacionados a epidemias. "Caberá aos sanitaristas descobrir como parar a transmissão ou aos matemáticos saber em quanto tempo toda a população estará toda contaminada", afirma a especialista.

Febre

O álbum da Copa é uma das febres do momento e diversas ferramentas já surgiram para ajudar os colecionadores.

Um exemplo é um novo recurso do app Viber, que permite que usuários entrem em contato com a finalidade de trocar figurinhas.

Reprodução/gruposdetrocadefigurinhas.com.br

 

A Fifa também não perdeu tempo e criou uma edição virtual do álbum, com versões para iOS e Android.

No começo do mês, até a presidente Dilma confessou estar colecionando figurinhas. "É bom, serve para aliviar a tensão do dia a dia da presidência", afirmou.

Ao todo, a Panini colocou em circulação 8,5 milhões de unidades do álbum em 120 países e deve faturar com a iniciativa cerca de 1 bilhão de reais.

(Texto corrigido às 13h20 de 15/05/2014)

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