7 lotes de linhas de transmissão são arrematados em leilão

No leilão, que terminou há pouco na na BM&F Bovespa, foram arrematados sete lotes de linhas de transmissão e subestações

São Paulo – Apenas um dos oito lotes oferecidos hoje (19) em leilão pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não obteve proposta dos agentes. O lote H, com linhas e subestações no estado do Acre, estimado em R$ 25,96 milhões, deverá ser novamente ofertado no próximo leilão da Aneel, mas com reestruturação de valores. No leilão, que terminou há pouco na na BM&F Bovespa, foram arrematados sete lotes de linhas de transmissão e subestações.

Segundo o diretor-geral da Aneel, Nelson Hübner, houve muita disputa entre empresas e consórcios. “Tivemos um recorde absoluto de lances de todos os leilões já realizados. O lote mais concorrido, F, teve 308 lances até chegar ao vencedor, o que mostrou bastante apetite das empresas nessa disputa. Ficamos muito felizes com isso, porque também representamos o lado do consumidor brasileiro”, disse Hübner.

Estavam previstos inicialmente R$ 450,1 milhões como Receita Anual Permitida (RAP), ou seja, valor máximo a que o empreendedor terá direito pela prestação do serviço de transmissão com a entrada das instalações em operação comercial. Venceram o leilão as empresas e os consórcios que apresentaram os menores valores de RAP. Os sete lotes arrematados hoje somaram R$ 352,4 milhões, o que deu um deságio de 21,7%.

A Aneel disponibilizou 4.445 quilômetros (km) em linhas de transmissão e subestações, com um total de 1.940 mega-volt-amperes (MVA) de potência em 11 estados: Tocantins, Goiás, Acre, Piauí, Maranhão, Bahia, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e São Paulo.


De acordo com Hübner, o resultado do leilão mostra ampla distribuição entre os agentes vencedores. “Foram cinco ganhadores em sete lotes em que houve lances, uma variação grande de empresas.” Ele destacou que será bem significativo o volume de investimentos: “R$ 5 bilhões só nesse conjunto de linhas de transmissão”.

O lote A, com quatro linhas de transmissão e duas subestações localizadas nos estados do Tocantins, do Piauí, da Bahia e do Maranhão, foi arrematado pela Abengoa. A empresa ofereceu R$ 145,6 milhões, um deságio de 28,6% em relação à RAP prevista pela agência. Chamadas de Pré-Belo Monte, essas linhas ajudarão no escoamento da geração da Usina de Belo Monte.

A empresa Copel ficou com o lote B, com linhas de transmissão no estado de São Paulo, pelo valor final de R$ 5,8 milhões, com deságio de 5% em relação à RAP prevista pela Aneel. A entrada em operação comercial está prevista para dentro de 22 meses e há estimativa de criação de 315 empregos diretos.

O lote C foi arrematado pela Companhia de Força e Luz (CPFL) por R$ 8,8 milhões, com deságio de 39,42%. Nele, está a subestação de Piracicaba, em São Paulo, que prevê geração de 769 empregos diretos e prazo de 22 meses para entrada em operação comercial.

O Lote D, composto por linhas nos estados de São Paulo e Minas Gerais, foi arrematado pelo Consórcio Triângulo Mineiro, entre Furnas e a J&F, por R$ 29,01 milhões, com deságio de 18,89%.

A Abengoa arrematou o lote F, com uma linha, localizada no estado de Minas Gerais, por R$ 30,8 milhões, um deságio de 16,61%. O consórcio Paranaíba levou o Lote G por R$ 100,2 milhões, um deságio de 5,56%. O lote é composto por linhas de transmissão nos estados da Bahia, de Goiás e de Minas Gerais.

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