Huawei faz teste de sua polêmica rede 5G em Goiás, aplicada ao agronegócio

Gigante chinesa atua para não ser excluída da instalação da rede no país, apesar de pressões políticas.

Em meio a polêmicas políticas, 2020 vai chegando ao fim sem um sinal definitivo de quando as frequências para a tecnologia 5G serão leiloadas no Brasil.

Apesar disso, há iniciativas e testes em andamento e, um deles começa a valer a partir de hoje, para um setor que deve aproveitar bem a nova geração de comunicação móvel: o agronegócio. Nesta quinta-feira, 3, a fabricante chinesa Huawei e a operadora Claro lançam uma rede 5G em caráter experimental no município de Rio Verde, em Goiás.

O teste servirá para antecipar algumas das tecnologias que poderão ser usadas pela agroindústria com a chegada de uma rede de conexão com baixa latência e boa capacidade de transmissão de dados, o que deve ajudar a medir qualidade do solo, desenvolvimento da lavoura e acompanhar dados sazonais de temperatura, chuva. Testes com drones e hovers estão previstos durante o evento.

O evento, que será transmitido ao vivo pelo canal do Governo de Goiás no YouTube, contará ainda com autoridades locais e nacionais, como o governador do estado, Ronaldo Caiado, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Como o parceiro técnico nas intalações da rede é a Huawei, há ainda uma questão política. O presidente Jair Bolsonaro vem se alinhando aos americanos na escolha das empresas que poderão participar da construção da infraestrutura, e há uma expectativa de que a Huawei, embora seja a maior fabricante global de equipamentos de telecomunicações, possa ser excluída ou ter escopo reduzido no 5G brasileiro, como já está acontecendo em outros países, como no Reino Unido, por exemplo.

O presidente já disse que a tecnologia será lançada no Brasil com empresas que zelem pela segurança dos dados. As declarações e a aproximação do Brasil com os EUA no tema do 5G levaram a Huawei a contratar um escritório especializado com atuação em Brasília para se preparar para um cenário de litígio, segundo fontes ouvidas pelo jornal O Globo. A empresa afirma ser transparente com sua tecnologia e se coloca à disposição do governo para auditoria e checagem das soluções.

O Brasil prevê para o ano que vem seu leilão do 5G, que estava marcado para este ano mas foi adiado — a previsão é que aconteça entre abril e maio do ano que vem. Os entraves políticos ainda são incertos durante a gestão de Joe Biden, eleito em novembro o novo presidente dos EUA. Assim como o leilão das frequências da rede, a participação ou não da Huawei, deve ficar para o ano que vem.

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