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Reino Unido proíbe instalação da Huawei por questões de segurança nacional

Empresas de telecomunicações foram proibidas de comprar equipamentos da Huawei a partir de janeiro
Huawei: empresa está enfrentando problemas com a instalação de novos equipamentos de internet de quinta geração (Toby Melville/Reuters)
Huawei: empresa está enfrentando problemas com a instalação de novos equipamentos de internet de quinta geração (Toby Melville/Reuters)
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Laura Pancini

Publicado em 30/11/2020 às 10:02.

Última atualização em 30/11/2020 às 12:03.

O governo britânico está proibindo a instalação de novos equipamentos 5G da chinesa Huawei a partir de setembro de 2021.

A decisão vem após o anúncio feito em julho de que empresas do Reino Unido seriam impedidas de comprar novos equipamentos da multinacional de telecomunicações a partir de janeiro de 2021.

O governo do primeiro-ministro, Boris Johnson, planeja eliminar toda tecnologia da Huawei até 2027 por questões de segurança nacional, como relata o Financial Times. Seu anúncio significa que empresas que já estocaram equipamentos Huawei não poderão usá-los para lançamentos 5G no futuro.

Esta semana, uma nova legislação será debatida no Parlamento Britânico e definirá como a lei será aplicada. De acordo com a Lei de Segurança das Telecomunicações, as empresas podem ser multadas em até 10% do faturamento ou 100.000 libras esterlinas por dia (por volta de 700.000 reais) se não cumprirem os novos padrões de segurança.

Para reduzir o impacto da remoção da Huawei, o Reino Unido promete investir 250 milhões de libras (aproximadamente 1 bilhão e 770 mil reais) em empresas menores da indústria de telecomunicações. O país também já negociou contratos com a Ericsson e a Nokia para substituir o equipamento chinês.

A Huawei se recusou a comentar sobre o assunto. No passado, a empresa negou consistentemente representar um risco à segurança nacional. O vice-presidente da empresa, Victor Zhang, disse que a decisão do Reino Unido de banir seu equipamento das redes do país é "politicamente motivada e não baseada em uma avaliação justa dos riscos".