Os melhores e piores investimentos de junho

Entre os destaques dos melhores investimentos estão títulos IPCA do Tesouro e fundos de ações Valor

O Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2030 liderou o ranking dos melhores investimentos de renda fixa do mês de junho com rentabilidade de 1,37% no período. 

Já entre os ativos de renda variável os fundos de ações Valor/Crescimento se destacaram, com alta de 10,71%. Os fundos acompanharam o bom desempenho do principal índice da bolsa, o Ibovespa, que encerrou o mês em forte valorização, com alta acumulada de 8,76%.

Os fundos de ações Valor/Crescimento buscam retorno por meio da seleção de empresas cujo valor das ações negociadas esteja abaixo do “preço justo” estimado e/ou aquelas com histórico e/ou perspectiva de continuar com forte crescimento de lucros, receitas e fluxos de caixa em relação ao mercado.

Na ponta dos piores investimentos do mês na renda fixa está a poupança, que registrou rendimento de 0,17%, acompanhando mais uma queda da Selic, promovida pelo Copom. Atualmente, a caderneta rende 70% da taxa, que está na mínima histórica, o patamar de 2,25% ao ano.

Entre as aplicações de renda variável que renderam menos estão os fundos multimercado Macro. Essas aplicações renderam 0,79% no mês, desempenho bem abaixo dos fundos de ações.

Veja o ranking na tabela abaixo:

RENDA FIXA

Investimento Desempenho em junho (em %) Desempenho no ano (em %) Desempenho em 12 meses
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2030 1,37
Tesouro IPCA+ 2045 1,07 -15,81 -7,70
Fundos de renda fixa duração alta grau de investimento 0,87 1,20 8,49
Tesouro Prefixado 2026 0,84
Tesouro IPCA+ 2035 0,78 -9,00 -2,51
Tesouro Prefixado 2023 0,45 1,50 13,06
Tesouro IPCA+2026 0,42
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2040 0,35
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2055 0,20
Fundos de renda fixa duração baixa grau de investimento 0,19 1,12 3,89
Tesouro Selic 2025 0,17 1,65 4,51
Poupança 0,17 1,20 3,18

Referência

Índice Desempenho em junho (em %) Desempenho no ano (em %) Desempenho em 12 meses
CDI 0,19 1,75 4,58

*A rentabilidade dos fundos vai até o dia 24 de junho, dado mais atual disponível na Anbima
*O desempenho mensal dos títulos e da poupança se refere aos últimos 30 dias até a data de fechamento.

Segundo Odilon Costa, analista de crédito da EXAME Research, a descompressão dos prêmios de risco dos títulos resultou em uma marcação a mercado a favor dos títulos prefixados e atrelados ao IPCA. Os títulos mais longos foram os mais beneficiados.

O fundo de crédito privado seguiu em forte recuperação no mês por conta da melhora da liquidez no mercado secundário, diminuição dos resgates e, consequentemente, queda dos prêmios de crédito. “Diversos fundos com papéis pós fixados rodaram em patamares superiores a 150% do CDI por causa da queda dos spreads”. diz Costa.

O ambiente se tornou favorável por conta do menor fluxo de resgates e da “tranquilidade” trazida com a definição das regras de atuação do Bacen no mercado secundário para corrigir distorções de preços.

RENDA VARIÁVEL

Investimento Desempenho em junho (em %) Desempenho no ano (em %) Desempenho em 12 meses
Fundo de Ações Valor/Crescimento 10,71 -17,41 2,51
Fundo de Ações Índice Ativo 9,70 -19,57 -5,39
Fundos de Ações Livre 8,48 -13,06 4,93
Fundo de Ações Investimento no Exterior 8,06 -15,39 3,25
Multimercado Livre 1,22 0,70 6,92
Multimercado Investimento no Exterior 0,95 4,81 13,48
Multimercado Macro 0,79 -0,03 4,98

*A rentabilidade dos fundos vai até o dia 24 de junho, dado mais atual disponível na Anbima

Referência

Índice Desempenho em junho (em %) Desempenho no ano (em %) Desempenho em 12 meses
Ibovespa 8,76 -17,8 -5,85

Para todos os investimentos, a orientação é sempre lembrar que a rentabilidade passada não significa garantia de rendimento futuro. Também é importante mencionar que o ranking de investimentos considera a rentabilidade bruta das aplicações no mês e nos últimos 12 meses, sem descontar Imposto de Renda.

Nas aplicações em fundos de ações, há IR de 15%. Nos fundos de curto prazo, a alíquota é de 22,50% para resgates em até 180 dias e de 20% para resgates depois de 180 dias. Nas demais categorias de fundos (longo prazo), a tributação segue tabela regressiva, em que a alíquota varia entre 15% e 22,5%, conforme o prazo de vencimento.

Os títulos públicos também são tributados pela tabela regressiva de IR. A poupança não tem cobrança de Imposto de Renda.

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