Zeinal Brava, da Portugal Telecom, com Lula: quem saiu ganhando? (Domingos Tadeu/Divulgação)
Da Redação
Publicado em 18 de fevereiro de 2011 às 11h38.
Para um país como o Brasil, cujo governo se apresenta como o maior benfeitor dos pobres que a história nacional jamais registrou, os ricos até que não estão se saindo mal. Na verdade, estão se saindo cada vez melhor nestes últimos anos, principalmente quando recebem a graça superior de ser considerados importantes para a construção do Brasil-potência; nesse caso, ganham do governo um tratamento capaz de dar inveja ao mais privilegiado dos beneficiários do Bolsa Família ou das obras do PAC. Ninguém está dizendo que isso seja um pecado mortal. Afinal, os ricos também são filhos de Deus, sem falar que, como cidadãos, têm por lei os mesmos direitos que os pobres — não podem ser discriminados e, se o governo é mãe para uns, também pode ser mãe para os outros. É possível, inclusive, que até façam jus a mais atenção. Na filosofia exposta tempos atrás pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há neste país pessoas que não podem ser tratadas como “cidadãos comuns”; merecem cuidados diferentes (quer dizer, melhores) das demais. Ricos que se qualificam para entrar nessa categoria, em geral povoada por gigantes da “base aliada”, estão com a vida ganha.