Revista Exame

Esta empresa deu um salto de receita e margem quando entendeu qual era o melhor dinheiro

Depois de perder tempo atrás de investidores, a Regen estruturou a área comercial, dobrou o faturamento e aumentou as margens

Luís Klöppel e Alexandre Sathler, da Regen: “Dinheiro bom é dinheiro de cliente” (Germano Lüders/Exame)

Luís Klöppel e Alexandre Sathler, da Regen: “Dinheiro bom é dinheiro de cliente” (Germano Lüders/Exame)

Daniel Giussani
Daniel Giussani

Repórter de Negócios

Publicado em 28 de outubro de 2026 às 06h00.

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Os sócios Alexandre Sathler e Luiz Klöppel passaram boa parte de 2024 e 2025 tentando atrair investidores para a empresa de reflorestamento Regen.

Entre reuniões com fundos de venture capital, viagens e contas de valuation, eles deixaram clientes de lado, e as vendas perderam fôlego. Talvez eles continuassem procurando um aporte até hoje, não fosse um conselho recebido no final de 2025. Na ocasião, ouviram de Cláudia Rosa, considerada a maior investidora-anjo do país, uma dica que ficou martelando na cabeça da dupla: a empresa não precisava necessariamente de um investidor, mas, sim, de clientes. “Dinheiro bom é dinheiro de cliente”, ela disse, durante o programa Choque de Gestão.

Klöppel levou a provocação para casa. Depois do programa, os sócios montaram uma área comercial, aceleraram a prospecção de novos clientes e contrataram uma empresa para fazer a gestão financeira, antes concentrada nos dois.

Também passaram a pagar bônus por metas, estimulando principalmente os funcionários que trabalham plantando árvores.

“Nossos plantadores conseguem dobrar o salário, e trabalham bem mais felizes.”

A Regen ainda contratou um profissional para registrar em vídeo a evolução das florestas, outra dica de Cláudia Rosa. Além de mostrar o resultado do serviço — florestas que ganham forma em dois ou três anos —, as imagens passaram a ajudar na hora de fechar orçamentos.

O resultado, afirma Klöppel, foi faturamento dobrado, margens maiores e uma reserva suficiente para três meses de operação. Tudo sem vender participação na empresa. É um cenário bem diferente de quando a empresa recebeu o programa no final de 2025, e mais ainda de 2017, quando abriram o negócio depois de saírem do mercado financeiro em São Paulo e terem de vender um carro antigo para o capital inicial.

Agora, os fundadores planejam ampliar a produção e vender mudas, um novo negócio com potencial, nas contas deles, para dobrar de novo o faturamento. Em um ano de crédito caro, a Regen encontrou uma fonte de capital que não exige negociação de participação societária. O dinheiro vem de quem encomenda as árvores e está, de fato, interessado no serviço da empresa. Não poderia haver dinheiro melhor.

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