Revista Exame

O futuro será essa Coca-Cola toda?

Anos eleitorais, cada vez menos focados em projetos estruturantes, são uma boa deixa para focar o longo prazo e histórias edificantes

Campanha eleitoral: Brasil escolhe seu próximo presidente com a revista EXAME na gráfica (Sergio Lima/AFP/Getty Images)

Campanha eleitoral: Brasil escolhe seu próximo presidente com a revista EXAME na gráfica (Sergio Lima/AFP/Getty Images)

Lucas Amorim
Lucas Amorim

Diretor de redação da Exame

Publicado em 28 de outubro de 2026 às 06h00.

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Entre o fechamento desta edição da EXAME e a data em que a revista chegará aos assinantes e às bancas, o Brasil terá ido às urnas para escolher seu próximo presidente. São as vicissitudes do calendário. Mas que reforçam o compromisso da EXAME com o longo prazo. Nosso conteúdo, tanto impresso quanto digital, tem compromisso com o desenvolvimento sustentável da economia e do espírito empreendedor. São preceitos que não se alteram pelo vaivém de campanhas cada vez menos focadas em projetos estruturantes e cada vez mais direcionadas à desconstrução de adversários.

Prestes a completar 60 anos, a EXAME escolheu para a reportagem de capa desta edição uma companhia que tem 140 anos de história. A Coca-Cola foi fundada em 1886, quando o farmacêutico John Pemberton criou em Atlanta um xarope que, misturado à água com gás, era vendido a 5 centavos o copo. Em 14 décadas de história, a Coca-Cola, um gigante que vale 400 bilhões de dólares, teve apenas dez presidentes. O 11o deles é brasileiro: Henrique Braun, criado no Rio de Janeiro e com 30 anos de trajetória na companhia. Sua escolha como CEO global de uma das marcas mais icônicas do mundo é um feito pessoal e uma mostra da crescente presença brasileira em grandes cargos globais — inclusive na própria Coca-Cola. Braun une uma sólida carreira corporativa com qualidades bem brasileiras, como a conexão com os consumidores e a flexibilidade de se adaptar.

É uma combinação progressivamente importante num mundo em transformação acelerada. Os consumidores querem cada vez mais produtos com proteína, com menos calorias, com menos sódio, com mais vitaminas. Querem também novos formatos, novos sabores, novas ocasiões de consumo. Tudo isso num momento de alta octanagem na geopolítica, com guerras e disputas comerciais afetando cadeias de suprimentos mundo afora. Para Braun, a saída para navegar essas águas turbulentas é estar “construtivamente descontentes”. “Temos a humildade de reconhecer que as oportunidades que ainda não capturamos são muito maiores do que tudo aquilo que geramos até aqui”, disse, em entrevista à repórter Layane Serrano e ao editor Leo Branco, na sede brasileira da companhia, no Rio de Janeiro.

Se até mesmo a Coca-Cola, uma empresa que vende 2,2 bilhões de porções de bebidas por dia em mais de 200 países, acredita que o futuro será muito maior do que o que já foi feito, imagine o tamanho das perspectivas para seu negócio. E para nosso país. Cabe, claro, a nós trabalharmos para que o futuro seja essa Coca-Cola toda. Boa leitura!




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