Revista Exame

Mapa de Oportunidades

Santa Catarina tem 21 microrregiões e sete grandes cidades que dinamizam a economia e as oportunidades

Aeroporto de Florianópolis: voos diretos para a Europa e mudança no perfil dos turistas (Leandro Fonseca /Exame)

Aeroporto de Florianópolis: voos diretos para a Europa e mudança no perfil dos turistas (Leandro Fonseca /Exame)

EXAME Solutions
EXAME Solutions

EXAME Solutions

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 06h00.

Última atualização em 27 de janeiro de 2026 às 09h50.

Santa Catarina, embora ocupe apenas 1% do território nacional em área, é grande na diversidade econômica. Cada uma de suas regiões — e, sobretudo, suas cidades-polo — desenvolveu vocação própria, moldada por história, geografia, imigração e base produtiva. O Norte industrial, o Vale logístico, a Serra que combina agro, turismo e inovação, o Oeste agroindustrial, o Sul em reinvenção e a capital como laboratório de tecnologia formam um mosaico no qual não há um único motor, mas vários funcionando em paralelo. Essa diversidade, no entanto, não significa fragmentação. Ao ouvir prefeitos, empresários e lideranças locais para esta reportagem, surgem padrões comuns. Em praticamente todos os municípios analisados, houve algum grau de redução seletiva do ISS para estimular setores estratégicos, programas de apoio a startups e a novos empreendedores, investimentos em centros ou distritos de inovação e esforços para encurtar a burocracia e acelerar a abertura de empresas. Em maior ou menor escala, as cidades passaram a competir não apenas por fábricas ou galpões logísticos, mas por talento, capital intelectual e projetos de longo prazo.

O resultado é um ambiente em que a competitividade não depende de um único polo hegemônico, mas da soma das partes. A força de uma região alimenta oportunidades em outra; cadeias produtivas se conectam; serviços especializados surgem a partir de demandas locais e ganham alcance nacional. Santa Catarina construiu, assim, um modelo menos sujeito a ciclos abruptos e mais ancorado em diversificação e previsibilidade.

O desafio daqui para a frente é preservar essa combinação rara: crescer sem perder qualidade de vida, atrair investimentos sem comprometer finanças públicas e avançar em inovação sem romper com as vocações que sustentam a economia real. Se conseguir manter esse equilíbrio, o estado não terá apenas um mapa de oportunidades — terá uma rota clara para o futuro.

Florianópolis — inovação a céu aberto

Florianópolis funciona hoje como um laboratório de inovação a céu aberto — conceito que o prefeito Topázio Neto costuma repetir sempre que descreve a estratégia da cidade. Um exemplo concreto é o da Sinapp, empresa local que testou, nas redes de esgoto e tubulações pluviais, uma solução baseada em robôs para mapear a infraestrutura subterrânea. A tecnologia permite identificar falhas e conexões irregulares sem grandes intervenções físicas, reduzindo custos, tempo de obra e impactos urbanos. “Testamos soluções na cidade antes de escalar. Florianópolis virou um ambiente real de experimentação”, afirma o prefeito.

Esse modelo é sustentado por políticas públicas direcionadas. Nos últimos anos, o município passou a financiar a fundo perdido até 200.000 reais para startups, por meio de editais avaliados com apoio de associações empresariais, universidades e representantes da iniciativa privada.

Na prática, o momento mostra uma consolidação estrutural na base econômica da capital. Se no passado Florianópolis dependia sobretudo dos serviços públicos, do comércio local e de um turismo altamente sazonal, hoje a tecnologia ocupa posição central. Cerca de 25% da arrecadação municipal já vem do setor de TI. “Temos 12 startups para cada mil habitantes, o maior índice do Brasil”, diz Topázio.

Para Diego Ramos, presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), esse desempenho é fruto de maturação. “O ecossistema de tecnologia de Florianópolis não surgiu da noite para o dia. É resultado de um processo contínuo, construído ao longo de décadas”, diz ele.

Até o turismo mudou de perfil. A cidade consolidou-se como destino de eventos corporativos, movimentando a economia fora da alta temporada. A concessão do Aeroporto Internacional Hercílio Luz ao grupo suíço Zurich Airport Brasil elevou o -padrão de serviços, ampliou a conectividade internacional e abriu voos diretos para a Europa, alterando o perfil dos visitantes.

Para sustentar esse modelo, a prefeitura investiu cerca de 6 milhões de reais em programas de formação de mão de obra para tecnologia, em parceria com o Senai, buscando mitigar a escassez de profissionais qualificados — hoje o principal gargalo do setor.

Esse dinamismo se estende à Grande Florianópolis. Municípios como São José, Palhoça e Biguaçu ampliam sua relevância industrial e logística, enquanto a ilha concentra serviços avançados e inovação. Empresas consolidadas, como a Intelbras, ajudam a distribuir emprego qualificado pela região. “Florianópolis não cresce sozinha”, diz Topázio.

Joinville — a reinvenção industrial

Centro de Joinville: 26.000 novas empresas em um ano (Ricardo Wolffenbüttel/Divulgação)

Nos últimos dois anos, Joinville promoveu um esforço para reduzir burocracia, simplificar processos e revisar a carga tributária sobre empresas e empreendedores. A prefeitura encurtou prazos de licenciamento e reduziu o ISS de 5% para 2% em setores como o de logística para tornar o ambiente de negócios mais competitivo.

Os resultados apareceram rapidamente. De janeiro a novembro do ano passado, cerca de 26.000 novos CNPJs foram abertos na cidade, que hoje soma mais de 120.000 empresas ativas.

O ambiente mais favorável ajudou a atrair investimentos. No ano passado, Joinville foi escolhida pela TP-Link, gigante chinês de equipamentos de conectividade, para instalar sua primeira unidade no Brasil, que já começou a gerar cerca de 800 empregos diretos. A Britânia, fabricante de eletrodomésticos, também anunciou investimentos em uma nova fábrica, com a abertura recente de 700 vagas.

A redução de entraves administrativos reforça o papel de Joinville como o mais tradicional polo industrial de Santa Catarina, ao mesmo tempo que a economia local se diversifica. Nos últimos anos, a cidade passou a se destacar também no setor de tecnologia. Em 2025, Joinville foi apontada pela plataforma StartupBlink como o nono melhor ecossistema para startups do Brasil e figura entre as mil principais cidades de inovação do mundo. “Nossa indústria sempre foi referência no Brasil, mas nos últimos anos Joinville deu um salto no setor tecnológico”, afirma o prefeito Adriano Silva.

No Norte Catarinense, o setor industrial mantém uma trajetória de renovação e evolução. Um exemplo é o anúncio recente da WEG, de Jaraguá do Sul, que prevê 1,1 bilhão de reais em investimentos para a construção de uma nova fábrica e a ampliação de outra já existente — um dos maiores aportes industriais em curso no país.

A infraestrutura logística reforça essa trajetória. Os investimentos nos portos da Baía da Babitonga ampliam a competitividade regional como plataforma industrial e exportadora. Apenas o Porto Itapoá projeta aumentar a movimentação em 1,5 milhão de contêineres por ano. Segundo estudo da Fiesc, cada contêiner movimentado gera cerca de 10.000 reais em riquezas no entorno do porto, o que poderá representar até 15 bilhões de reais por ano quando a expansão estiver concluída.

O conjunto desses fatores ajuda a explicar por que Joinville segue como uma das âncoras econômicas de Santa Catarina.

Itajaí — do meio do pelotão à briga pela liderança

Marina de Itajaí: 50% dos iates do Brasil são produzidos na cidade (Eduardo Valente/SECOM/Divulgação)

A ascensão de Itajaí é um dos casos mais emblemáticos de transformação econômica em Santa Catarina. Há cerca de três décadas, o município figurava como a sexta ou sétima maior economia do estado. “Hoje, está sempre disputando com Joinville o primeiro ou o segundo lugar em termos de PIB”, diz o prefeito Robinson Coelho.

Durante muito tempo, o principal polo econômico do Vale do Itajaí foi Blumenau, impulsionado por uma das mais importantes indústrias têxteis do país. Marcas como Hering e Karsten nasceram ali e moldaram a identidade regional ao longo do século 20. A partir dos anos 1990, mudanças estruturais no setor e a abertura comercial reduziram o peso relativo do têxtil.

Nesse processo, Blumenau passou a crescer em outros setores, como o de tecnologia. Um dos principais projetos da cidade é a criação de um Distrito de Inovação com 1,7 milhão de metros quadrados para reunir, num só lugar, empresas de tecnologia consolidadas, startups, moradias e instituições de pesquisa. O governo de Santa Catarina está investindo 60 milhões de reais na iniciativa.

Foi nesse contexto que Itajaí começou a ganhar terreno. O primeiro motor dessa virada foi o porto, que se consolidou como o segundo maior do Brasil em movimentação de contêineres. A ele se somaram a indústria da pesca e o turismo, impulsionados pela localização estratégica no litoral norte catarinense.

Mais recentemente, dois setores passaram a redesenhar o perfil econômico do município. Um deles é a construção naval: hoje, cerca de 50% dos iates e embarcações de luxo produzidos no Brasil saem de estaleiros instalados em Itajaí. O outro vetor é a construção civil, que vive um ciclo de forte expansão. Itajaí passou a atrair empreendimentos imobiliários de alto padrão e hoje possui o quarto metro quadrado mais caro do país, segundo o índice FipeZap — não muito atrás das vizinhas Balneário Camboriú e Itapema, que lideram esse ranking após o boom imobiliário que colocou essas duas cidades entre as mais verticalizadas do país.

Um dos projetos mais emblemáticos desse ciclo é o Tempo by Müze, residencial de luxo que será construído na Praia Brava. O empreendimento prevê sete torres residenciais e um hotel Emiliano, com valor geral de vendas estimado em 2,5 bilhões de reais. As obras devem começar neste ano, com conclusão prevista para 2029, e o projeto arquitetônico é assinado por Norman Foster, responsável por ícones como o Apple Park.

A expansão imobiliária também se reflete nas finanças públicas. Nos próximos quatro anos, Itajaí projeta arrecadar cerca de 600 milhões de reais em outorgas urbanísticas, recursos que serão direcionados a investimentos em infraestrutura e à implantação de um Distrito de Inovação, previsto para começar ainda neste ano.

Para fechar o ciclo, a prefeitura apostou em política fiscal ativa. “Reduzimos o ISS de oito setores de 5% para 3% e, mesmo assim, a arrecadação cresceu cerca de 15% em um ano”, afirma Coelho.

Em três décadas, Itajaí deixou de ser coadjuvante para se tornar um dos principais motores econômicos de Santa Catarina. O desafio agora é organizar esse crescimento para sustentar a nova posição no mapa econômico do estado.

Lages — uma nova forma de gerar riqueza no campo

Nos laboratórios de sua empresa em Lages, na Serra Catarinense, a empreendedora Mayra Juline e sua equipe trabalham em um produto com potencial para poupar milhões de reais aos agricultores brasileiros. À frente da Plant Colab, ela coordena o desenvolvimento de um teste rápido que pode mudar a forma como produtores lidam com uma das pragas mais problemáticas da cultura do milho: a cigarrinha.

O inseto, por si só, não é o principal vilão. O problema surge quando a cigarrinha está infectada pelos microrganismos que causam o complexo do enfezamento do milho, um conjunto de doenças que compromete seriamente o desenvolvimento das lavouras. As plantas infectadas crescem menos, formam espigas menores e, na fase final do ciclo, tornam-se mais vulneráveis ao tombamento provocado por vento ou chuva — um prejuízo capaz de inviabilizar colheitas inteiras.

A proposta da Plant Colab é simples na concepção e sofisticada na execução: permitir que o produtor identifique rapidamente se a cigarrinha presente na lavoura está ou não infectada. O teste, em fase final de desenvolvimento, foi pensado para ser prático, acessível e aplicado com frequência, seja nos insetos capturados no campo, seja diretamente nas plantas. Se a infecção for detectada, o agricultor pode entrar com defensivos no momento correto. Se a praga estiver presente, mas sem os microrganismos, pode-se evitar aplicações desnecessárias, reduzindo custos, desperdícios e impacto ambiental.

Esse tipo de solução representa bem um novo perfil de negócio que começa a surgir na Serra Catarinense. Historicamente, a região foi moldada pela indústria madeireira e pela agropecuária tradicional. A região é a maior produtora de maçãs do país — municípios como São Joaquim, Urupema e Urubici concentram 30% da área plantada no país. São atividades que continuam relevantes. A diferença é que agora surgem empresas que não rompem com essa vocação, mas evoluem a partir dela, agregando ciência, tecnologia e serviços de alto valor à base produtiva existente.

A transformação regional não se limita à inovação agrícola. Nos últimos anos, o turismo também ganhou fôlego, apoiado nas características naturais da Serra. Em 2025, o gasto médio por grupo de turistas na região cresceu 25%, segundo um levantamento da Fecomércio. O turismo de inverno, impulsionado pelas paisagens e pelo clima rigoroso, passou a dividir espaço com as vinícolas de altitude, desenvolvidas ao longo das últimas duas décadas.

Plantação de maçã em São Joaquim (SC): região da Serra Catarinense é a maior produtora da fruta no país ( Ricardo Trida/Secom/Divulgação)

No caso da Plant Colab, a expectativa é que o teste para o enfezamento chegue ao mercado em 2027. Enquanto isso, a empresa opera em outras frentes. A principal delas é o diagnóstico laboratorial de doenças fitossanitárias, serviço prestado tanto a pequenos agricultores catarinenses quanto a grandes grupos produtores do país, como SLC Agrícola e Bom Futuro. Essas empresas recorrem ao laboratório de Lages para identificar com precisão os problemas que afetam suas lavouras e orientar decisões de manejo em larga escala.

A história da Plant Colab ajuda a explicar a nova fase da Serra Catarinense. Onde antes predominavam ciclos extrativos e atividades primárias, surgem agora negócios que combinam agricultura, ciência e inovação. No fim das contas, a Serra continua fazendo aquilo que sempre soube fazer.

Chapecó — a capital da proteína dá musculatura aos novos negócios

O Oeste de Santa Catarina consolidou-se como uma das principais regiões brasileiras de produção de alimentos. Pioneiro no cultivo de soja e milho e na criação de aves e suínos, o território construiu, ao longo de décadas, um complexo agroindustrial de escala nacional. Dali saíram frigoríficos como Sadia, Perdigão, Seara e Aurora — marcas ainda centrais no consumo brasileiro. Essa potência continua movimentando grandes cadeias produtivas e, cada vez mais, abrindo espaço para novos negócios.

Um deles é a Neokohm, fundada em 2016 para resolver um problema recorrente — e caro — dos frigoríficos: falhas ou oscilações nos sistemas de refrigeração das carretas durante o transporte. Em um setor em que uma única carga pode valer centenas de milhares de reais, qualquer desvio pode condenar um caminhão inteiro. O desafio era que os equipamentos operavam offline, sem monitoramento em tempo real.

A empresa desenvolveu um sistema de hardware e software capaz de monitorar remotamente a temperatura e o funcionamento dos equipamentos, permitindo diagnósticos antecipados e ações preventivas. Com o tempo, a solução evoluiu: hoje, é possível intervir à distância, mesmo com o caminhão a milhares de quilômetros. A aceitação foi rápida, sobretudo entre transportadoras, que operam com margens enxutas. Atualmente, a Neokohm monitora cerca de 5.000 carretas frigorificadas, algo próximo de um quinto da frota brasileira desse tipo de veículo.

A força do agronegócio, porém, não impulsiona apenas empresas diretamente ligadas à cadeia produtiva. Ela cria demanda para serviços tecnológicos que extrapolam o campo. É o caso da Optidata, de Chapecó. A empresa começou atendendo companhias da própria região — muitas do agronegócio — com hospedagem de dados em nuvem e soluções corporativas, como a plataforma de gestão e colaboração -Optwork. Essa base regional foi o trampolim para crescer.

Hoje, a Optidata mantém filiais em São Paulo e em Miami, opera datacenters próprios e fatura cerca de 100 milhões de reais por ano, competindo com grandes provedores globais em nichos específicos.

No fim das contas, o Oeste Catarinense mostra que um dos maiores polos brasileiros de produção de proteínas também é capaz de dar musculatura a empresas de tecnologia e serviços. Onde a agroindústria cresce, surgem problemas — e quem aprende a resolvê-los pode ir muito além das fronteiras do campo.

Criciúma — uma nova energia

Mirante em Criciúma: a antiga capital do carvão se tornou um polo de serviços e de atração de novas indústrias (SECOM/SC/Divulgação)

Nas últimas décadas, o Sul de Santa Catarina passou por uma transformação econômica profunda. Sua principal cidade, Criciúma, era conhecida nos anos 1980 como a capital nacional do carvão. A mineração moldou a paisagem urbana e o mercado de trabalho por décadas. Esse ciclo ficou para trás: não há mais minas em operação no município, e o setor perdeu peso relativo na economia regional. Tome-se o exemplo de Lauro Müller, também no Sul de Santa Catarina e que igualmente já teve o carvão como principal motor econômico. Hoje a maior empresa da região é a Granja Faria, uma verdadeira multinacional do ovo, com operações no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa — a empresa faturou mais de 2 bilhões de reais em 2024 e é a líder no mercado brasileiro.

O esgotamento do modelo forçou Criciúma a assumir uma vocação como polo regional de serviços. O reflexo aparece nas contas públicas. “Hoje, a arrecadação de ISS praticamente se equipara à do ICMS”, afirma o prefeito Vagner Espindola.

Parte dessa transição foi viabilizada por um esforço deliberado do poder público. Nos últimos anos, o município investiu meio bilhão de reais em infraestrutura urbana. Ao mesmo tempo, reduziu entraves burocráticos para a abertura de empresas e incentivou a inovação.

Numa das iniciativas, o município concede subvenções de até 40.000 reais para até dez startups por ano, com a contrapartida de que as soluções desenvolvidas possam ser aplicadas à gestão municipal.

Não é só Criciúma. Todo o sul do estado diversificou sua economia. Houve um período em que a indústria cerâmica concentrava grande parte da atividade regional. Hoje, ela divide espaço com setores químicos, plásticos e metalmecânicos, formando uma base produtiva mais equilibrada.

Um exemplo dessa nova configuração é a Farben, fabricante de tintas e vernizes para móveis e para o setor automotivo, com sede em Içara, cidade vizinha. A empresa planeja investir 120 milhões de reais até 2031 para ampliar a produção, abrir filiais e expandir a atuação internacional. Atualmente, exporta para cerca de 20 países e pretende chegar a 40 mercados no início da próxima década.

Agora a companhia finaliza a abertura de uma filial própria em Atlanta, nos Estados Unidos, com início das operações previsto para março. “Nossos produtos continuam relativamente competitivos nos Estados Unidos”, afirma Edmilson Zanatta, CEO da empresa.

No plano local, a diversificação deve continuar. Segundo o prefeito, Criciúma negocia a instalação de quatro novas empresas de setores distintos e prepara um road show para apresentar uma PPP de cidade inteligente. O projeto inclui iluminação pública em LED, 150 quilômetros de fibra óptica, câmeras de precisão para segurança e uma usina fotovoltaica para abastecer prédios públicos e a frota municipal. A antiga capital do carvão começa, assim, a encontrar uma nova fonte de energia.

Acompanhe tudo sobre:Especial Santa Catarina

Mais de Revista Exame

Os 50 melhores filmes do ano, segundo mais de 120 críticos do Brasil

Segurança que se vê

Como a Nomad dobrou sua base de clientes em dois anos

O hobby do CEO da Cielo é tocar surdo em bloco de Carnaval