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Liderança estudantil

Jovem gaúcha conta como autonomia e projetos em escola de Viamão deram a direção para a sua escolha profissional

Isadora Rosa da Silva:  práticas e experiências  na escola fizeram a jovem  se interessar por relações públicas como carreira (Gabriel Litwinczuk/Divulgação)

Isadora Rosa da Silva: práticas e experiências na escola fizeram a jovem se interessar por relações públicas como carreira (Gabriel Litwinczuk/Divulgação)

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Publicado em 12 de dezembro de 2025 às 10h00.

Aos 17 anos, a estudante Isadora Rosa da Silva se orgulha de já ter encontrado um equilíbrio entre estudo, liderança e autoconhecimento. Estudante do 2o ano do ensino médio integral na Escola Esta[1]dual Setembrina, em Viamão, cidade a 25 km de Porto Alegre, ela encara uma rotina de aulas das 7h45 às 16h45. Mas cada minuto investido na escola é celebrado por ela — ainda que no início não tenha sido fácil.

“No começo, relutei com a ideia de passar o dia inteiro na escola. Pensava: ‘Será que vou aguentar?’.” A dúvida inicial, porém, logo se transformou em entusiasmo. “Percebi que o modelo integral não é sobre ficar preso em uma sala de aula, estudando as matérias de sempre. A escola tem vários projetos e atividades extracurriculares que me ajudam a desenvolver habilidades que serão úteis no futuro. Aprendi a autogerir meus estudos, a me organizar, a descobrir interesses que nem sabia que tinha e a refletir sobre escolhas de carreira de acordo com meu perfil”, explica.

A acolhida no primeiro dia de aula, em 2024, foi um divisor de águas nessa jornada.

Recepcionada pelos colegas veteranos, Silva participou de dinâmicas de integração que a ajudaram a compreender o funcionamento da escola, os horários e os projetos em que se envolveria. Rapidamente, ela se interessou pelo conceito de jovem protagonista, central no modelo integral.

“Os estudantes são consultados pela coordenadoria da escola para tudo. Nos sentimos, de verdade, fazendo parte das decisões administrativas. Sinto que isso deixa todo mundo engajado e a fim de aproveitar ao máximo o que a escola oferece”, avalia a estudante.

A liderança foi despontando de forma natural. Desde o ano passado, Silva ocupa o cargo de líder regional da 28a Coordenadoria Regional de Educação (CRE), que abrange Gravataí e região. “Sou porta-voz estudantil e procuro me inteirar das necessidades dos alunos de outras cidades. Recentemente, uma estudante postou no TikTok as dificuldades com aulas de recuperação. A partir daí, conseguimos identificar a escola e levar a questão aos coordenadores para análise. Hoje, as redes sociais podem ser aliadas da comunidade”, diz.

Outra responsabilidade é a recepção de visitantes de outras escolas. “A diretora nos confia a missão de criar atividades e guiar os visitantes pela escola, mostrando o que vivenciamos aqui. É um aprendizado enorme”, destaca.

EXPERIÊNCIAS QUE MOLDAM O FUTURO

Toda essa vivência inspirou Silva a sonhar com uma carreira em relações públicas, área em que pretende prestar vestibular no próximo ano. “Como líder regional, participei de eventos que me mostraram como conectar pessoas e objetivos é gratificante. O Projeto de Vida, por exemplo, me ajudou a perceber que essa área combina com minhas habilidades de comunicação, organização e planejamento”, conta.

Componente curricular do ensino médio integral, o Projeto de Vida funciona como um instrumento para o desenvolvimento pessoal dos estudantes. Nas aulas, os jovens refletem sobre a realidade local, as relações com os colegas e os seus desafios individuais. A disciplina incentiva o protagonismo juvenil e o planejamento do futuro acadêmico e profissional.

“Pesquisas mostram que estudantes desse modelo têm cerca de 17% mais chances de ingressar no ensino superior. Estamos falando de uma for[1]mação que desenvolve o aluno de forma integral — física, mental, cognitiva e socioemocional —, preparando-o melhor para a vida profissional, com mais oportunidades e salários mais altos”, reforça Raquel Teixeira, secretária de Educação do estado do Rio Grande do Sul.

Além de aprimorar habilidades acadêmicas, o modelo integral ajudou a estudante a desenvolver competências essenciais para a vida. “Aprendi a autogerenciar o meu tempo, a organizar meus estudos e a resolver problemas com mais confiança. Hoje, consigo me articular melhor e ir atrás das soluções de que preciso”, avalia.

Fora da escola, Silva encontra apoio na família e na fé. Filha de uma psicopedagoga e de um pedreiro, ela participa do grupo de jovens da igreja e gosta de cantar nos cultos. “Meus pais sempre me incentivam. Veem que vale a pena continuar, e é isso que me motiva. Tudo exige determinação, mas sei aproveitar as oportunidades que surgem pelo caminho”, finaliza.

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