Zona Sul do Rio de Janeiro: a cada ano, fica mais caro morar ali (Buda Mendes/Getty Images)
Da Redação
Publicado em 10 de junho de 2014 às 19h59.
Rio de Janeiro - O mercado imobiliário carioca segue desafiando a lei da gravidade. Depois da valorização de quase 30% em 2011 e 15% em 2012, o preço dos imóveis usados na cidade do Rio de Janeiro subiu mais 15% no ano passado. No caso de casas e apartamentos novos, a alta foi de 13%.
Os aumentos têm ocorrido em regiões de diferentes perfis. Bairros de classe média e baixa, como Centro e Praça da Bandeira, valorizaram por passar por planos de revitalização destinados a preparar a cidade para a Copa do Mundo e a Olimpíada de 2016. Mas, mesmo em Ipanema e no Leblon, que já são os bairros mais caros do país, os preços continuaram subindo.
Hoje, o valor médio do metro quadrado varia de 20 000 a 32 000 reais, mas, segundo corretores locais, há gente disposta a pagar mais que o dobro para morar em alguns prédios. A maioria dos executivos do setor espera novas altas para os próximos meses, porém mais modestas.
“O Rio será uma cidade nova em 2016. Mas ainda não sabemos como ela será”, diz Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel, a maior imobiliária da cidade. Entre as outras cidades do estado do Rio pesquisadas pela Fipe, Cabo Frio foi a que teve a maior valorização imobiliária de 2013 — o valor do metro quadrado dos imóveis usados aumentou quase 25%.
Além dos turistas interessados em comprar casa de veraneio, a cidade passou a receber profissionais que trabalham para empresas da indústria de petróleo — Cabo Frio tem um aeroporto internacional de cargas que também serve de terminal para os helicópteros que levam funcionários para as plataformas em alto-mar.
“É uma cidade que atrai o público de alto padrão”, diz Bianca Carvalho, diretora da consultoria imobiliária Facility. Já em Campos dos Goytacazes, outra cidade que depende da indústria do petróleo, crescem os loteamentos para a construção de casas para a classe C.
No Espírito Santo, o preço subiu de forma expressiva na capital, Vitória, e na vizinha Vila Velha, uma das principais cidades do estado. Depois de um recorde de construções entre 2010 e 2011, as incorporadoras reduziram o número de lançamentos.
Como as vendas continuaram crescendo, os preços subiram.
Imóveis usados - Rio de Janeiro
| Preço médio do médio do metro quadrado, em reais | Bairros |
|---|---|
| De 2 200 a 3 550 | Bangu, Benfica, Bento Ribeiro, Brás de Pina, Campinho, Campo Grande, Cascadura, Colégio, Cordovil, Engenho da Rainha, Guadalupe, Higienópolis, Inhaúma, Irajá, Madureira, Marechal Hermes, Olaria, Oswaldo Cruz, Pavuna, Penha Circular, Praça Seca, Ramos, Realengo, Rocha Miranda, Sampaio, Tomás Coelho, Turiaçu e Vaz Lobo |
| De 3 551 a 4 500 | Abolição, Água Santa, Bancários, Bonsucesso, Catumbi, Encantado, Engenho de Dentro, Engenho Novo, Jardim Sulacap, Itanhangá, Lins de Vasconcelos, Maria da Graça, Penha, Piedade, Pilares, Quintino Bocaiúva, Riachuelo, Rocha, São Francisco Xavier, Tanque, Taquara, Tauá, Vargem Pequena, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Vila Valqueire e Vista Alegre |
| De 4 550 a 5 500 | Alto da Boa Vista, Anil, Cachambi, Camorim, Cocotá, Curicica, Estácio, Freguesia, Ilha do Governador, Jardim Carioca, Méier, Moneró Pechincha, Portuguesa, Praia da Bandeira, Rio Comprido, Santo Cristo, Todos os Santos, Vargem Grande e Zumbi |
| De 5 520 a 6 150 | Andaraí, Del Castilho, Cidade Nova, Grajaú, Jacarepaguá, Jardim Guanabara, Ribeira, São Cristóvão e Vila Isabel |
| De 6 400 a 7 400 | Maracanã, Praça da Bandeira, Recreio dos Bandeirantes e Tijuca |
| De 7 700 a 8 300 | Centro e Santa Teresa |
| De 9 500 a 9 800 | Barra da Tijuca e Glória |
| De 10 600 a 11 200 | Catete, Cosme Velho e Laranjeiras |
| De 12 100 a 12 600 | Botafogo, Flamengo e São Conrado |
| De 12 700 a 13 300 | Copacabana, Humaitá e Leme |
| De 15 000 a 17 000 | Gávea, Jardim Botânico, Lagoa e Urca |
| De 19 500 a 21 500 | Ipanema e Leblon |
Imóveis novos - Rio de Janeiro
| Preço médio do médio do metro quadrado, em reais | Bairros |
|---|---|
| De 2 700 a 3 750 | Bangu, Cordovil, Engenho da Rainha, Guadalupe, Jardim Sulacap, Pavuna, Quintino Bocaiúva, Rocha Miranda e Santa Cruz |
| De 3 800 a 4 600 | Campo Grande, Cascadura, Centro, Engenho Novo, Irajá, Maria da Graça, Penha, Praça Seca, Taquara e Vila Valqueire |
| De 4 800 a 6 000 | Anil, Cachambi, Camorim, Curicica, Del Castilho, Freguesia, Leopoldina, Madureira, Méier, Olaria, Pechincha e Riachuelo |
| De 6 001 a 6 900 | Abolição, Bonsucesso, Engenho de Dentro, Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes |
| De 7 300 a 7 600 | Grajaú, Rio Comprido e São Cristóvão |
| De 8 100 a 8 850 | Tijuca e Santa Teresa |
| De 9 100 a 9 600 | Barra da Tijuca e Maracanã |
| De 11 000 a 11 500 | Laranjeiras |
| De 14 300 a 15 200 | Botafogo e Lagoa |
| De 28 500 a 32 000 | Ipanema e Leblon |
Imóveis usados - Vitória
| Preço médio do médio do metro quadrado, em reais | Bairros |
|---|---|
| De 1 600 a 1 700 | Centro |
| De 3 500 a 4 050 | Santa Luiza e Santa Tereza |
| De 4 100 a 4 400 | Bento Ferreira, Jardim Camburi e Jardim da Penha |
| De 4 600 a 4 900 | Enseada do Suá, Praia do Canto, Praia do Suá e Santa Helena |
| De 5 300 a 5 900 | Barro Vermelho, Boa Vista e Mata da Praia |
Imóveis novos - Vitória
| Preço médio do médio do metro quadrado, em reais | Bairros |
|---|---|
| De 4 200 a 4 600 | Enseada do Suá, Jardim Camburí e Monte Belo |
| De 5 000 a 5 200 | Bento Ferreira e Santa Lúcia |
| De 5 600 a 6 100 | Barro Vermelho, Goiabeiras, Jardim da Penha e Santa Luiza |
| De 6 550 a 7 800 | Mata da Praia e Praia do Canto |