A EXAME entrevista Casimiro e seus sócios: eles serão protagonistas na Copa 2026 (Leandro Fonseca /Exame)
Diretor de redação da Exame
Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 06h00.
As mudanças nos negócios e na geopolítica costumam acontecer em tempos que lembram a célebre frase de Ernest Hemingway sobre falências (“gradualmente, e depois repentinamente”). O presidente americano, Donald Trump, que acabou de completar um ano no cargo, passou meses ameaçando o regime de Nicolás Maduro antes de, na madrugada do sábado 3 de janeiro, retirá-lo do Palácio de Miraflores à força e levá-lo para os Estados Unidos. O mesmo tom de ameaça agora se direciona à Groenlândia e ao Irã. A reviravolta nas relações de poder globais foi analisada em entrevista do embaixador Roberto Azevêdo ao editor Luciano Pádua e ao repórter César H. S. Rezende. Para o ex-presidente da Organização Mundial do Comércio, o mundo já entrou na era do “cada um por si”.
Nos negócios, grandes transformações também levam tempo para ser gestadas, até que ficam patentes de um dia para o outro. Há seis décadas a Rede Globo é protagonista nas transmissões esportivas e, desde 1970, exibe a Copa do Mundo aos brasileiros. Neste ano, porém, apenas uma emissora vai mostrar todos os jogos do mundial de futebol: a CazéTV. A novata nasceu há quatro anos, e se virou nos 30 para transmitir a Copa de 2022 de um jeito tão improvisado quanto transformador. De lá para cá, a CazéTV foi avançando gradualmente: Jogos Olímpicos, Mundial de Clubes, campeonatos europeus. Até que, em outubro, junto com o YouTube, anunciou quase 2 bilhões de reais em acordos de patrocínio para transmitir a Copa 2026.
A reportagem especial de capa desta edição, que fiz com o editor de fotografia Leandro Fonseca e a editora de audiovisual Mariana Martucci, fez um mergulho na CazéTV e conseguiu um feito: uma entrevista com Casimiro Miguel. O jornalista carioca dá o rosto ao canal e transformou o mercado audiovisual brasileiro conectando jovens ao esporte com uma linguagem leve e inovadora. Ele começou transmitindo lives no quarto de sua casa e, com seus sócios da agência LiveMode, aproveitou uma brecha aberta com a crescente fragmentação nas negociações de direitos esportivos. A mudança no mercado audiovisual começou anos atrás, mas é neste 2026 que vai ficar evidente para milhões de brasileiros que verão 48 jogos da Copa exclusivamente pela internet.
Casimiro, como explicou à EXAME, não se vê como um empreendedor à frente de uma revolução. Mas seu espírito inovador o colocou em nossa primeira capa de 2026, ao lado de seus sócios Edgar Diniz e Sergio Lopes. Continuaremos acompanhando os protagonistas das transformações num ano que começou fervendo. Boa leitura!


