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Além da gestão, Omie quer ser agora startup de educação e finanças

Startup de software para gestão de PMEs anunciou uma mudança de marca que objetiva mostrar novo posicionamento de incentivo ao desenvolvimento de empresas

A Omie, plataforma de gestão na nuvem para PMEs, teve em 2020 um dos anos mais desafiadores da sua história. Com o abre e fecha do comércio e o baque financeiro nas pequenas empresas como consequência da pandemia, a startup, que tinha até então esse público como principal alvo, perdeu 2,3% de receita entre março e maio do ano passado.

Foi quando os fundadores Rafael Olmos e Marcelo Lombardo decidiram que era hora de mudar de direção e dialogar também com empresas de maior porte. Agora, a Omie também aproveita o novo momento para anunciar uma reestruturação de marca.

O principal problema enfrentado por empresas no país é a estagnação, segundo Lombardo, cofundador e CEO da Omie. Depois de alguns anos no mercado, a Omie percebeu que o software de gestão sozinho não seria capaz de ajudar com esse problema. “Temos empresas que nascem dia após dia. Mas, depois que crescem, elas param e não conseguem mais avançar. É nessa frente que temos que atacar. Nossa missão é destravar esse crescimento’’, diz.

A partir disso surgiram dois novos pilares de atuação, anunciados agora publicamente com a mudança de marca. O primeiro deles é o acesso a serviços financeiros, como emissão de boletos e linhas de crédito. Na outra ponta está a educação, a partir da criação do braço educacional Omie Academy, que oferece cursos sobre vendas, gerenciamento e marketing, por exemplo.

“Nossa nova missão é mostrar, com uma nova marca, que olhamos não só para o gerenciamento e tecnologia, mas que o crescimento das empresas passou a ser nossa prioridade. E isso já é uma mudança que vem dos últimos três ou quatro anos”, diz.

Para além da mudança da marca em si, o momento veio acompanhado de um novo posicionamento de mercado. Hoje, as médias empresas representam cerca de 35% do faturamento total da companhia - um salto de 25% em comparação ao cenário de 2019. Atualmente, a startup tem 62 mil clientes, com a entrada de 2 a 3 mil novos usuários por mês. “Percebemos que essa é a nova fórmula de sucesso. Nossas empresas de base têm faturamento crescente com o tempo”, diz.

Segundo Lombardo, não há conexão direta entre a mudança de marca e a pandemia. O período, porém, serviu para que a Omie percebesse que há um leque de oportunidades junto das empresas maiores. “Esse período veio para nos ensinar a atender um público diferente do que estávamos acostumados”, disse.

Em 2021, a meta da startup é manter o ritmo de crescimento de 6% a 7% ao mês, além de dobrar o faturamento até o final do ano. Para isso, vai investir na convergência ainda maior entre o software de gestão, os serviços bancários e as soluções educacionais para empreendedores e também aumentar o número de contratações.

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