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Vivendi sai do entretenimento e foca em telecomunicações

Após meses de silêncio, a francesa Vivendi Universal, um dos maiores grupos de mídia e entretenimento do mundo, mostrou ao mercado qual será o caminho da companhia daqui para frente. O presidente do conselho Jean-René Fourtou afirmou que o conglomerado irá vender suas subsidiárias americanas de cinema, televisão, parques temáticos e videogame até o fim […]

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Da Redação

Publicado em 14 de outubro de 2010 às 13h16.

Após meses de silêncio, a francesa Vivendi Universal, um dos maiores grupos de mídia e entretenimento do mundo, mostrou ao mercado qual será o caminho da companhia daqui para frente. O presidente do conselho Jean-René Fourtou afirmou que o conglomerado irá vender suas subsidiárias americanas de cinema, televisão, parques temáticos e videogame até o fim do ano e se concentrar em telecomunicações.

De acordo com reportagem do The Wall Street Journal, Fourtou deixou em aberto o destino da Universal Music Group, maior gravadora do mundo, mas indicou que estava inclinado a manter a empresa por alguns anos, mesmo com os problemas de pirataria enfrentados pelo setor. A Vivendi também manterá o Canal Plus Group com a meta de recuperar a deficitária subsidiária francesa de TV por assinatura.

A estratégia, com ênfase em empresas que geram mais caixa, é uma clara reversão gestão anterior da Vivendi. O antecessor de Fourtou, Jean-Marie Messier, optou pelo controle parcial de diversas subsidiárias, mesmo as incapazes de gerar caixa - uma situação que levou a empresa à beira da concordata no ano passado.

Fourtou anunciou sua intenção de vender a Vivendi Universal Entertainment (VUE) subsidiária que abrange o estúdio de cinema Universal Pictures, o estúdio de produção para televisão Universal Television Group, os parques temáticos Universal e dois canais de TV a cabo americanos numa assembléia geral de acionistas que aconteceu terça-feira (29/4), em Paris. "Estamos em negociações com vários compradores potenciais para vender a VUE, em sua totalidade ou em partes, por dinheiro ou uma combinação de dinheiro e ações de uma entidade maior, mais competitiva", disse Fourtou aos acionistas.

Segundo o jornal americano, entre as empresas interessadas nos ativos da VUE estão a Liberty Media Corp., a Viacom Inc., a NBC, da General Electric Co., e a Metro-Goldwyn-Mayer Inc. A maioria está especialmente interessada nos canais de TV a cabo da Vivendi, como o Sci-Fi Channel e a USA Network, com menos interesse sendo demonstrado pelo estúdio de Hollywood.

A venda da VUE seria um grande passo em direção à meta de Fourtou de reduzir a dívida da Vivendi para menos de 10 bilhões de euros até o fim do ano, de modo a reconquistar uma classificação de crédito com grau de investimento. A dívida da Vivendi estava em 15,1 bilhões de euros no fim de março (16,6 bilhões de dólares pelo câmbio de ontem, terça-feira), ante os 19 bilhões de euros de quando Fourtou assumiu a companhia em julho do ano passado.

Além da VUE, Fourtou disse que decidiu vender a Vivendi Universal Games (VUG), que faz videogames para PCs e consoles. A Vivendi está estudando uma abertura de capital dessa subsidiária.

As vendas da VUE e da VUG deixarão a Vivendi como uma empresa centrada no setor de telecomunicações, rico em caixa. Os dois principais ativos de telecomunicações da Vivendi são a operadora francesa de celular Cegetel, da qual possui 70%, e a marroquina Maroc Telecom, da qual tem 35%. Juntas, elas representam a maior parte do lucro da Vivendi. No ano que vem, a Cegetel e a Maroc Telecom gerarão 3 bilhões de euros em fluxo de caixa operacional, segundo Fourtou.

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