Startup Vidia capta R$ 9 milhões e quer transformar o mercado de cirurgias no Brasil

Conheça a startup que oferece cirurgias em hospitais privados em média 40% mais baratas a pacientes sem plano de saúde
Vidia oferece procedimentos mais baratos em hospitais privados com capacidade ociosa no centro cirúrgico (Vidia/Divulgação)
Vidia oferece procedimentos mais baratos em hospitais privados com capacidade ociosa no centro cirúrgico (Vidia/Divulgação)
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Isabela RovarotoPublicado em 12/09/2022 às 06:15.

A Vidia, startup que conecta pacientes a hospitais privados com capacidade ociosa no centro cirúrgico, anuncia nesta segunda-feira, 12, a captação de R$ 9 milhões em uma rodada Seed, liderada pela Caravela Capital.

Com o novo montante, a empresa alcança R$ 13 milhões em investimentos, divididos entre sete fundos de venture capital brasileiros e americanos, além de investidores anjo.

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O que faz a Vidia

A startup, fundada em 2020 pelos empreendedores Thiago Bonini e Eduardo Cerqueira, é uma espécie de “Uber das cirurgias”.

A plataforma digital viabiliza cirurgias eletivas para pessoas que não possuem plano de saúde.

Por oferecer um volume alto de pacientes a hospitais privados com capacidade ociosa no centro cirúrgico, a empresa consegue que o preço das operações seja até 40% mais barato.

Entre os hospitais de renome no mercado em São Paulo e no Rio de Janeiro, estão Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Sabará Hospital Infantil e a Casa de Saúde São João de Deus. No total, a Vidia já trabalha com 10 bandeiras, além de redes diagnósticas.

A empresa também parcela o valor das cirurgias e ainda oferece um site para que o paciente realize uma “vaquinha virtual” para arrecadar dinheiro para o procedimento.

“Nas últimas décadas, a saúde no Brasil se estruturou de forma binária: de um lado, os seguros e planos de saúde regulados pela ANS e, em um extremo bastante distante, o SUS. Para quem não tem plano, mas está disposto a pagar por saúde, faltam opções. É aí que entramos, somos a terceira via”, explica Thiago Bonini, cofundador e CEO da Vidia.

Outro diferencial é o custo fixo do procedimento negociado com os hospitais. A startup negocia um pacote completo, em que a equipe médica, o centro cirúrgico, exames e consultas estão inclusos. Segundo o Bonini, o valor pago pelo cliente é fixo e engloba toda a assistência até a alta-médica.

Em pouco tempo, a Vidia já gerou R$ 3 milhões em receita extra para os hospitais parceiros e promoveu o acesso à saúde para mais de 500 famílias.

A Vidia foi acelerada pela Eretz.Bio, hub de inovação do Hospital Albert Einstein, e selecionada como ScaleUp Endeavor.

A captação da Vidia

Além da Caravela Capital, também participaram da captação:

  • K50 (EUA)
  • Preface Ventures (EUA)
  • Niu Ventures
  • Verve Capital
  • Aimorés Investimentos e Head & Heart (EUA)

Com o aporte, a startup quer escalar o negócio. A Vidia está negociando com hospitais em duas capitais no Nordeste e quer testar o modelo em centros menores, como interior de São Paulo e Paraná.

"A tecnologia transformou muitos mercados e nós acreditamos que o setor da saúde no Brasil também será transformado. Queremos ser a terceira via da saúde. Nossa expectativa após o aporte é realizar centenas de cirurgias por mês", finaliza Bonini.

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