Redação Exame
Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 14h05.
Em um ambiente no qual crescimento costuma ser sinônimo de contratações aceleradas, a Abacum seguiu na direção oposta. A startup fundada em 2020 optou por não ampliar o quadro de funcionários mesmo diante do avanço da receita e da pressão operacional. O resultado foi a captação de mais de US$ 100 milhões e a triplicação da receita com o mesmo time.
A decisão partiu de um momento comum a empresas em expansão. A receita crescia, os clientes chegavam mais rápido e as pessoas estavam sobrecarregadas.
O movimento natural seria contratar. Julio Martínez, cofundador e CEO da Abacum, relata que a empresa decidiu interromper esse impulso automático para avaliar se a contratação resolveria a causa dos desafios ou apenas encobriria problemas estruturais. As informações são da Fortune.
Desde a fundação, a empresa manteve o número de funcionários estável. A escolha não teve como objetivo principal reduzir custos, mas testar a solidez do modelo de negócio. Sem a possibilidade de diluir responsabilidades em novas contratações, cada função precisou ser estruturada em torno de resultados concretos. Iniciativas passaram a ser avaliadas com rigor, e atividades que não impulsionavam o negócio tornaram-se rapidamente visíveis.
A estabilidade do quadro expôs ineficiências, eliminou ambiguidades e tornou decisões equivocadas mais evidentes. A pressão interna elevou o padrão de desempenho. Os papéis foram definidos com precisão e as expectativas aumentaram. Em vez de apenas executar tarefas, os profissionais eram estimulados a compreender o impacto direto de seu trabalho nos resultados e a assumir responsabilidade pelos desfechos.
Para quem atua ou pretende atuar em finanças corporativas, esse cenário reforça um ponto central. Crescimento sustentável depende menos do volume de recursos disponíveis e mais da qualidade das decisões que orientam sua aplicação.
A Abacum ancorou sua operação em um único objetivo principal, o crescimento líquido da receita recorrente anual qualificado por métricas de durabilidade. O crescimento, segundo Martínez, é fácil de celebrar.
O desafio está em garantir que ele seja eficiente e sustentável, o que exige transparência sobre retorno sobre investimento, compensações e nível de capital empregado.
Todos na empresa tinham acesso aos mesmos números. Indicadores de consumo de caixa, taxa de retenção, desempenho de entrada no mercado, velocidade e eficiência eram acompanhados de forma integrada. Essa visibilidade compartilhada acelerou a tomada de decisão e alinhou as prioridades.
Na prática, a empresa passou a tratar cada movimento estratégico como uma decisão de alocação de capital. Investimentos em produto, expansão de mercado e apostas comerciais eram avaliados sob as mesmas perguntas. Qual retorno é esperado. O que será deixado de lado. Como o sucesso será medido. Esse enquadramento reduziu debates baseados em opinião e fortaleceu decisões orientadas por evidências.
Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.
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