Royal Caribbean usa Twitter para recrutar diretor de cruzeiro

Em tempos de inovação 2.0, a empresa de turismo aposta na "contratação 2.0" e vai usar a participação dos usuários da rede social para selecionar

São Paulo – Versatilidade é uma palavra adequada para resumir o papel desempenhado por um “diretor de cruzeiros”. Além de gerenciar uma equipe de recreadores, técnicos, cantores e bailarinos, o profissional que ocupa este cargo precisa ser também um artista, capaz de apresentar as principais atividades de entretenimento – inclusive no idioma inglês. Para selecionar a pessoa adequada no trato com os colegas de trabalho e com o público, a empresa de cruzeiros marítimos Royal Caribbean recorreu a um método inusitado: o “Concurso Diretor de Cruzeiros”.

Diferentemente dos processos seletivos convencionais, a companhia vai buscar a opinião dos usuários do Twitter para escolher o profissional mais adequado. Mas antes de se submeter à avaliação do público, o candidato precisa se inscrever no site da empresa até o dia 25 de agosto, enviar um vídeo mostrando suas qualificações para a vaga, fotos e um currículo em inglês. A empresa vai fazer uma pré-seleção de dez candidatos e, depois, vai perguntar aos internautas que seguem o perfil @RCCL_Brasil no Twitter qual deles parece ser o melhor diretor de cruzeiro.

O recrutador da Royal Caribbean, Douglas Santos, considera que a internet é um bom termômetro para medir a aceitação do público. “Não há melhor forma para a companhia aprimorar seus serviços de forma contínua para atender as necessidades dos hóspedes do que ouvindo o que eles têm a dizer, seja por meio de um e-mail ou de nossos canais nas redes sociais”, justifica.

Como retribuição ao público, a Royal Caribbean vai sortear um almoço a bordo do navio Mariner of the Seas, maior embarcação da temporada no Brasil. Os votos computados pelo Twitter vão ser somados às notas dadas por um time de jurados, que vai definir o vencedor do concurso e novo empregado da companhia.

Para Santos, este tipo de processo seletivo é uma boa solução, já que é o público que terá contato com o novo contratado. “Um talentoso diretor de cruzeiros poderia ser encontrado num processo seletivo tradicional, mas dar a chance ao internauta de votar significa permitir que ele também participe do processo de escolha, afinal são os hóspedes que vão usufruir os serviços do diretor de cruzeiros a bordo”, explica. Além disso, o recrutador acredita que o processo seletivo aberto pode servir de vitrine para o trabalho dos outros profissionais que não serão selecionados.

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