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Royal Bank of Scotland tem prejuízo de US$5,4 bi

Banco vai diminuir drasticamente operações, saindo de 25 países na Europa, Ásia e Oriente Médio

RBS: banco está no sétimo ano de uma dieta corporativa sem precedentes, se desfazendo de mais de 1 trilhão de libras em ativos (Matthew Lloyd/Bloomberg)
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Da Redação

Publicado em 26 de fevereiro de 2015 às 12h06.

Londres - O Royal Bank of Scotland (RBS) vai diminuir drasticamente suas operações de banco de investimento, saindo de 25 países na Europa, Ásia e Oriente Médio e permitindo que o banco de controle estatal passe a focar em empréstimos locais na Grã-Bretanha .

O RBS está no sétimo ano de uma dieta corporativa sem precedentes, se desfazendo de mais de 1 trilhão de libras em ativos conforme recua das aquisições que antes haviam o transformado no maior banco do mundo, e num enorme fardo financeiro para os contribuintes britânicos quando a bolha do crédito estourou em 2008.

O banco divulgou nesta quinta-feira que teve um prejuízo de 3,5 bilhões de libras (5,4 bilhões de dólares) em 2014, atingido por uma baixa contábil no valor de seu negócio nos Estados Unidos, o Citizens, e por novas cobranças relacionadas a investigações sobre mercados de câmbio e vendas enganosas.

O prejuízo do ano passado foi uma grande melhora sobre o déficit de 9 bilhões de libras registrado em 2013, mas o RBS ainda não registrou um lucro anual desde a crise financeira. O banco perdeu 49,5 bilhões de libras durante o período, mais que os 45 bilhões de libras que os contribuintes pagaram para resgatá-lo em 2008.

Para reforçar capital e gerar retornos melhores, o presidente-executivo, Ross McEwan, disse que a divisão de banco de investimento da instituição vai reduzir significativamente sua presença na Ásia e sair da Europa Oriental e Central, da África e do Oriente Médio, cortando inúmeros empregos e 60 por cento dos ativos.

"Deixem-me ser bem claro que isso marca o fim do modelo de banco de investimento global independente para o RBS", disse McEwan a repórteres.

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O RBS está no sétimo ano de uma dieta corporativa sem precedentes, se desfazendo de mais de 1 trilhão de libras em ativos conforme recua das aquisições que antes haviam o transformado no maior banco do mundo, e num enorme fardo financeiro para os contribuintes britânicos quando a bolha do crédito estourou em 2008.

O banco divulgou nesta quinta-feira que teve um prejuízo de 3,5 bilhões de libras (5,4 bilhões de dólares) em 2014, atingido por uma baixa contábil no valor de seu negócio nos Estados Unidos, o Citizens, e por novas cobranças relacionadas a investigações sobre mercados de câmbio e vendas enganosas.

O prejuízo do ano passado foi uma grande melhora sobre o déficit de 9 bilhões de libras registrado em 2013, mas o RBS ainda não registrou um lucro anual desde a crise financeira. O banco perdeu 49,5 bilhões de libras durante o período, mais que os 45 bilhões de libras que os contribuintes pagaram para resgatá-lo em 2008.

Para reforçar capital e gerar retornos melhores, o presidente-executivo, Ross McEwan, disse que a divisão de banco de investimento da instituição vai reduzir significativamente sua presença na Ásia e sair da Europa Oriental e Central, da África e do Oriente Médio, cortando inúmeros empregos e 60 por cento dos ativos.

"Deixem-me ser bem claro que isso marca o fim do modelo de banco de investimento global independente para o RBS", disse McEwan a repórteres.

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