Pressionada, Kraft Heinz tenta reanimar investidores com inovação

Empresa está cada dia mais pressionada pela mudança nos padrões de consumo ao redor do mundo, sobretudo nos Estados Unidos

A fabricante de alimentos Kraft Heinz, controlada pelo fundo brasileiro 3G e pelo investidor Warren Buffett, divulga resultados do segundo trimestre nesta sexta-feira com expectativa de que as mudanças em curso comecem a trazer resultados que reanimem investidores.

A companhia, famosa por seu ketchup, teve em 2017 um ano que seu presidente, Bernardo Hees, afirmou que “não refletiu nosso progresso, nem nosso potencial”. A companhia está cada dia mais pressionada pela mudança nos padrões de consumo ao redor do mundo, sobretudo nos Estados Unidos. Consumidores buscam produtos orgânicos e saudáveis, de um lado, e itens baratos e de marca própria das grandes redes varejistas, de outro. A Kraft, um império com marcas de bens de consumo estabelecidas, fica presa no meio do caminho. Jorge Paulo Lemann, o controlador do 3G, chegou a afirmar que é um “dinossauro apavorado” com as mudanças no consumo global.

A companhia não atingiu as estimativas de vendas em 12 dos últimos 16 trimestres, e perdeu receita em nove de suas 11 categorias de produtos no último trimestre. A expectativa é de nova queda no faturamento, de 6,87 bilhões de dólares para 6,79 bilhões de dólares, nos resultados de hoje. Mas é na linha dos lucros e resultados operacionais que estarão concentradas as atenções. A expectativa é de novo aumento no resultado por ação, de 85 centavos para 95 centavos, o que pode mostrar uma renovada capacidade da empresa de encarar as adversidades.

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A Kraft Heinz aposta que seu crescente investimento em inovação e em expansão internacional é capaz, no médio e no longo prazo, de trazer respostas às mudanças no padrão de consumo. Entre suas novidades estão um novo item de café da manhã, o Just Crack an Egg, que permite aos consumidores finalizar em casa sua refeição. A companhia está expandindo seu porftólio de marcas em países como o Brasil, lançando novos formatos de embalagens, e segue analisando aquisições.

A Kraft Heinz, vale lembrar, teve uma oferta de aquisição da Unilever vetada há um ano e meio. Desde então, Hees segue afirmando que se o mercado entrar em nova fase de aquisição, sua empresa será um participante. A falta de clareza sobre o futuro faz com que as ações da empresa acumulem queda de 27% nos últimos 12 meses.

 

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