Pine toma US$ 20 mi do Proparco para agronegócio

No final de 2011, o Pine já havia tomado US$ 25 milhões com a instituição, a qual tem participação de 1,7% no banco brasileiro

São Paulo - O Banco Pine contratou empréstimo de US$ 20 milhões ao prazo de 10 anos junto ao Proparco, instituição de fomento francesa, para repassar a clientes de sua carteira de agronegócios, agrícola e energia renovável. No final de 2011, o Pine já havia tomado US$ 25 milhões com a instituição, a qual tem participação de 1,7% no banco brasileiro.

"A ideia é dar suporte à estratégia de diversificação e alongamento de prazos no funding do banco e, ao mesmo tempo, atender carteiras de clientes importantes", disse a diretora da Área Internacional do Pine, Claudia Lopes. Em setembro, a carteira do agronegócio do Pine representava 22% do total da carteira de crédito, de R$ 9,54 bilhões, e a de energia renovável somada à de energia elétrica, 9%.

Segundo Claudia, embora o banco esteja tomando recursos para 10 anos, os repasses devem ser feitos dentro dos prazos já trabalhados com seus clientes. O prazo médio da carteira de financiamento do Pine está em 16 meses, enquanto o prazo médio do funding é de 18 meses.

No funding de longo prazo tomado pelo Pine no exterior estão ainda uma captação de US$ 72 milhões em bônus huasso, emitidos na moeda chilena e indexados à inflação, em 2012 e com vencimento em 2017; uma dívida subordinada de US$ 125 milhões colocada em 2010 no mercado e com vencimento também em 2017; e um empréstimo sindicalizado com instituições islâmicas de US$ 37,5 milhões, feito em 2011 e com vencimento a cada final de ano.

Claudia falou que o Pine está em processo de renovação da operação islâmica. Ela não especificou se o banco irá usar a tradicional janela do começo do ano para acessar o mercado de dívida norte-americano. "Estamos sempre olhando o mercado, mas não há nada alinhado", disse.

Os bancos praticamente não captaram no mercado de dívida este ano e existe expectativa de que o façam mais ativamente em 2014, com foco na emissão de dívida subordinada para compor o capital nível II do Basileia III. Os bancos médios, por sua vez, estão praticamente fora desse mercado desde 2010, quando o colapso do Banco Panamericano e de outras instituições financeiras brasileiras criou aversão para essa categoria junto ao investidor estrangeiro.

O Pine, entretanto, tem a seu favor o fato de estar apenas um grau abaixo da classificação de risco de grau de investimento, o que o favorece potencialmente e reduz o custo de suas captações mesmo nesse ambiente. O Pine tem nota BB+ pelas agências Standard & Poor's e Fitch, e Ba1 pela Moody's.

Atualizado às 18h14min de 20/12/2013. Nota anterior continha uma incorreção no último parágrafo: o Banco Pine não possui grau de investimento.

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