Negócios

Petrobras quer US$ 343,7 mi em indenização do Equador

O governo assumiu as operações das companhias que não aceitaram os novos contratos, entre elas as da Petrobras

Plataforma P-56: ela foi projetada para processar até 100 mil barris de petróleo por dia quando atingir a capacidade máxima (Divulgação)

Plataforma P-56: ela foi projetada para processar até 100 mil barris de petróleo por dia quando atingir a capacidade máxima (Divulgação)

DR

Da Redação

Publicado em 25 de agosto de 2011 às 19h34.

Quito - A Petrobras quer uma indenização de US$ 343,7 milhões do governo do Equador como compensação pelo fim dos acordos de produção compartilhada do bloco 18 do campo de petróleo de Palo Azul, diz carta enviada pela empresa ao Ministério de Recursos Naturais Não Renováveis do país.

No ano passado, em um esforço para obter mais controle sobre os recursos naturais e de aumentar sua receita com petróleo, o governo do Equador substituiu os contratos de partilha de produção assinados com empresas estrangeiras por contratos de prestação de serviços. Várias empresas, entre elas a Petrobras, não aceitaram os novos contratos e decidiram deixar o Equador. O governo assumiu as operações das companhias que não aceitaram os novos contratos, entre elas as da Petrobras.

A carta, enviada pelo representante legal da Petrobras no Equador em junho e obtida pela agência Dow Jones nesta quinta-feira, diz que a indenização pretendida pela empresa inclui US$ 167,8 milhões referentes a investimentos não amortizados, em 25 de novembro de 2010, à taxa de 18% anuais.

Recentemente, o ministro de Recursos Naturais Não Renováveis do Equador, Wilson Pastor, disse que seu país espera concluir até o fim deste ano as negociações com as companhias que deixaram o país por não terem concordado com o novo modelo de contrato. Outra empresa na mesma situação da Petrobras é a sul-coreana Canada Grande, que pretende receber US$ 160 milhões em indenizações. As informações são da Dow Jones.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas abertasEmpresas brasileirasEstatais brasileirasEmpresas estataisPetrobrasCapitalização da PetrobrasPetróleoGás e combustíveisIndústria do petróleoAmérica LatinaEnergiaEquador

Mais de Negócios

Startup de antecipação de recebíveis já movimentou R$ 200 bilhões e mira expansão nos EUA

Gigante de R$ 5,6 bi, Rodobens fecha com o Mirassol de olho num mercado de R$ 600 milhões

Como uma startup virou a guardiã dos arquivos da CBF — e quer desafiar gigantes de fotografia

Assaí terá postos de combustível: 'Talvez consigamos entregar energia mais barata', diz CEO