Redação Exame
Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 14h36.
Em um cenário de escassez de talentos em tecnologia e questionamentos crescentes sobre o retorno financeiro do ensino superior tradicional, um modelo alternativo vem chamando atenção pelo impacto direto na renda e na empregabilidade.
A organização sem fins lucrativos Per Scholas já treinou mais de 30 mil pessoas nos Estados Unidos e afirma ter contribuído para um aumento acumulado de aproximadamente US$ 35 bilhões nos ganhos de seus ex-alunos. As informações foram retiradas de reportagem publicada na Fortune.
O programa oferece formação intensiva em tecnologia, certificações reconhecidas pelo setor e desenvolvimento profissional para adultos de baixa e média renda. O objetivo é acelerar a inserção no mercado e ampliar mobilidade econômica em um ambiente descrito como economia de incompatibilidade de habilidades, no qual empresas não conseguem preencher vagas estratégicas.
O modelo da Per Scholas é estruturado em cursos de aproximadamente 16 semanas, com carga horária integral das 9h às 16h. Quatro dias por semana são dedicados a habilidades técnicas como engenharia de software, cibersegurança e suporte de TI. Um dia é reservado para desenvolvimento profissional, incluindo técnicas de apresentação e entrevista.
A taxa de conclusão é de 85 por cento. Cerca de 80 por cento dos formados conseguem emprego em tempo integral em até um ano após o curso. Antes da formação, os alunos têm renda média anual de US$ 20.085. Depois, passam a ganhar em média US$ 54.606 por ano, quase o triplo.
O impacto não se limita à média. Angel Juarez, hoje com 27 anos, trabalhava meio período e ganhava menos de US$ 15 mil por ano antes de ingressar no programa. Oito anos depois, atua como engenheiro de software na American Express e recebe US$ 150 mil anuais.
A expansão ocorre em paralelo à dificuldade das empresas em contratar profissionais qualificados. Pesquisa da consultoria Robert Half aponta que quase dois terços dos gerentes de contratação em tecnologia consideram mais difícil encontrar talentos hoje do que há um ano. Cerca de 60 por cento dos líderes de tecnologia planejam ampliar seus quadros permanentes em 2026, impulsionados por iniciativas em inteligência artificial, segurança e modernização de infraestrutura.
A Per Scholas atua diretamente com empregadores como Bank of America, Comcast, Capgemini e TEKsystems, oferecendo treinamento alinhado às vagas disponíveis. Em alguns casos, implementa programas customizados para empresas, criando um pipeline direcionado de talentos.
Segundo Caitlyn Brazill, presidente da organização, a instituição percebeu que o principal ativo não era o hardware inicialmente reformado em sua origem, mas as competências desenvolvidas pelos participantes. A estratégia passou então a concentrar-se em capacitação técnica com aplicação prática no mercado.
Para executivos de finanças corporativas, o modelo evidencia uma relação direta entre qualificação técnica e geração de valor econômico. A indústria de tecnologia oferece salário médio anual de US$ 104.556, segundo a CompTIA. No entanto, barreiras de acesso e desigualdades raciais persistem. Dados citados na reportagem indicam que, em 2021, 8 por cento dos empregos em tecnologia nos Estados Unidos eram ocupados por latinos e 7 por cento por negros, enquanto 62 por cento eram ocupados por profissionais brancos.
Ao direcionar formação para populações sub-representadas e de menor renda, a organização amplia o acesso a um setor de alta remuneração e contribui para diversificação do pipeline de talentos.
O impacto também se estende à progressão salarial. Participantes de programas de aprimoramento profissional posteriores registram aumento médio de 32 por cento em relação ao primeiro emprego obtido após a formação inicial.
Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.
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