Aeroporto Internacional de Vancouver: cidade receberá sete partidas da Copa do Mundo (YRV /Divulgação)
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Publicado em 12 de março de 2026 às 16h51.
Última atualização em 13 de março de 2026 às 09h08.
O Aeroporto Internacional de Vancouver (YVR) quer se consolidar como ponte estratégica entre a América do Sul e a Ásia, mirando especialmente o mercado brasileiro. A estratégia foi apresentada durante o Routes Americas 2026, principal fórum da indústria de aviação para o desenvolvimento de rotas aéreas, realizado no Rio de Janeiro entre 3 e 5 de março.
Representantes do aeroporto defenderam que a posição geográfica de Vancouver, na costa do Pacífico canadense, cria uma vantagem natural para conectar passageiros e cargas entre os mercados das Américas e da região Ásia-Pacífico.
Hoje, o Aeroporto Internacional de Vancouver é o segundo mais movimentado do Canadá, com recorde recente de 26,9 milhões de passageiros e mais de 365 mil toneladas de carga movimentadas em um ano. O terminal opera sob um modelo de gestão integrado voltado à expansão da conectividade aérea e logística.
“Vancouver é um destino de classe mundial, e sua posição geográfica única no Pacífico a torna uma porta de entrada natural entre as Américas e a Ásia, oferecendo oportunidades incomparáveis para serviços diretos a partir do Brasil, com conexões eficientes aos dinâmicos mercados asiáticos e além”, afirmou Mike McNaney, vice-presidente e Chief Air Service, Cargo & Industry Affairs Officer do YVR.
Hoje, não há voos diretos entre o Brasil e Vancouver. Mesmo assim, o aeroporto identifica um fluxo crescente de passageiros brasileiros, principalmente por meio de conexões em outros hubs da América do Norte.
Segundo dados apresentados no evento, São Paulo já representa o maior mercado sul-americano conectado indiretamente a Vancouver. Para o aeroporto canadense, esse fluxo indica potencial para a criação de uma rota direta entre as duas cidades.
“Enxergamos um enorme potencial no Brasil, que já é um dos nossos mercados mais relevantes na América do Sul via conexões. Isso aponta para uma oportunidade concreta de explorar futuras ligações diretas entre São Paulo e Vancouver”, disse McNaney.
Além do turismo, a possível rota é vista como catalisadora de fluxos econômicos. A região de Vancouver concentra setores estratégicos como tecnologia, energia limpa, mineração e comércio exterior — áreas nas quais empresas brasileiras mantêm crescente presença internacional.
“Uma conexão direta vai além do transporte de passageiros — ela fortalece fluxos comerciais, logística de cargas e relações de negócios entre duas economias globais”, acrescentou o executivo.

YVR: aeroporto é o segundo mais movimentado do Canadá, com recorde recente de 26,9 milhões de passageiros em um ano
A visibilidade internacional da cidade tende a crescer nos próximos anos. O Canadá será um dos países-sede da Copa do Mundo FIFA 2026, e Vancouver receberá sete partidas do torneio.
Para o YVR, o evento pode acelerar a entrada de novos passageiros internacionais e ampliar o conhecimento do aeroporto entre viajantes da América Latina, incluindo torcedores brasileiros que devem viajar para acompanhar os jogos.
Além do calendário esportivo, o aeroporto aposta em sua posição como hub transpacífico. A partir de Vancouver, companhias aéreas operam conexões diretas para mercados asiáticos como China, Japão, Coreia do Sul e países do Sudeste Asiático.
“Por meio do modelo colaborativo TeamYVR, trabalhamos com as companhias aéreas para transformar oportunidades de conectividade em rotas sustentáveis no longo prazo”, concluiu McNaney.
Para companhias aéreas e investidores, a aposta do aeroporto é clara: transformar Vancouver em um ponto de conexão estratégico entre a América do Sul e os mercados do Pacífico.