Londres: PIB do Reino Unido avançou 0,1% no terceiro trimestre de 2025 (JUSTIN TALLIS / AFP/Getty Images)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 10h46.
Em Nova York, alugar uma barraca em um mercado de Natal pode custar mais que abrir uma loja de rua em cidades menores.
Foi exatamente isso que Jaime Randle, fundadora da Coco Bred, decidiu investir quase US$ 23 mil (aproximadamente R$ 113 mil) para ter um espaço no Union Square Holiday Market, um dos mais tradicionais da cidade.
Em 17 dias, o faturamento da barraca superou US$ 31 mil, cobrindo o custo inicial e provando que, com planejamento, mesmo os altos riscos podem se transformar em lucro real. As informações foram retiradas da CNBC Make It.
A jornada de Randle até essa conquista foi qualquer coisa, menos simples. Todos os dias, ela dirige cerca de duas horas de Connecticut até Manhattan, com o porta-malas do carro carregado de pão, utensílios de cozinha e produtos de limpeza.
“É como abrir uma mini loja toda semana”, disse.
A Coco Bred é uma barraca especializada em pãezinhos de coco com recheios jamaicanos, como frango jerk, rabada e cabrito ao curry. Para montar sua estrutura temporária no mercado natalino, Randle não só pagou a taxa de entrada, como também precisou contratar 11 funcionários, investir em equipamentos de cozinha sob medida e financiar toda a operação inicial com cartão de crédito.
A decisão de onde montar uma barraca, quanto investir e o que vender não pode ser aleatória. É aqui que a mentalidade corporativa entra. “Se o empreendedor ainda está tentando descobrir o que funciona ou não, talvez não seja o momento de investir tanto”, alerta Keila Hill Trawick, fundadora da consultoria Little Fish Accounting.
O sucesso da Coco Bred está em saber exatamente onde atuar e com qual produto. Com passagem também pelo Barclays Center, no Brooklyn — onde sua receita entre janeiro e setembro de 2025 chegou a US$ 41 mil, mesmo com o centro de eventos ficando com 30% da receita, Randle projetou que somente com o mercado de Natal faturaria ainda mais, sem dividir o lucro com terceiros.
Se a história de Randle inspira pelo retorno rápido, outras trajetórias mostram que o mercado exige preparo. Amy McCoy, produtora de vídeo e fundadora da marca Tiny Farmhouse, investiu US$ 13 mil para alugar uma barraca no Snowport Market, em Boston. Vendeu exatamente o mesmo valor, mas terminou no prejuízo após contabilizar custos com estoque, decoração e mão de obra extra — contratada às pressas após lidar sozinha com uma nevasca.
Já no ano seguinte, ajustou a rota: investiu menos da metade (US$ 6.375) em um mercado coberto e de menor porte, onde faturou mais de US$ 6 mil em um único fim de semana. Segundo ela, o novo mercado vai representar 30% de toda a receita da marca no ano, com margem de lucro próxima a 20%.
Cynthia Green, fundadora da Pressing Petals, sabe disso há tempos. Com uma barraca no Cambria Christmas Market, na Califórnia, ela pagou menos de US$ 2 mil para vender arte com flores prensadas por 28 dias. O resultado: US$ 21 mil em vendas, um terço de toda sua receita anual. O segredo, segundo ela, é estar no mercado certo — aquele que combina com o público-alvo e com o produto oferecido.
Além do dinheiro, Green destaca outro fator essencial: rede de relacionamento entre empreendedores locais. “Estamos todos juntos nessa, faça chuva ou faça sol.”
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