Na contramão da crise da pandemia, balanço da Havaianas deve mostrar força da marca

Grupo Alpargatas, que também controla a Osklen, divulga balanço de 2020 nesta sexta-feira

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Ao contrário da maioria das marcas e setores da economia, o Grupo Alpargatas deve mostrar dados positivos nesta sexta-feira, quando divulgará seu resultado financeiro do ano de 2020.

A empresa, que é dona das Havaianas e Osklen, teve bons resultados nos três primeiros trimestres do ano passado, puxados principalmente pelos bons dados na venda de chinelos da marca Havaianas.

Como mostrou reportagem da EXAME de dezembro do ano passado, a Havaianas ativou mais de 40 mil novos pontos de venda de maio a dezembro de 2020, passando de 260 para 300 mil posições. Os números desta sexta-feira devem mostrar uma expansão ainda mais forte.

Acompanhando este movimento, as ações do grupo saltaram de um valor que oscilava na casa dos 20 reais em março para cerca de 40 reais no fim de 2020. Nesta semana, elas oscilaram ao redor de 39 reais.

Em entrevista à EXAME na época da divulgação dos dados do terceiro trimestre, o presidente da Alpargatas, Roberto Funari, explicou que os 40 mil novos pontos de venda ativados eram, em boa parte, clientes que já tinham ou tiveram relacionamento com a Alpargatas mas que estavam sem exibir produtos.

Para conseguir aumentar as vendas na pandemia, a estratégia colocou as havaianas no comércio que podia ficar aberto, como farmácias, lojas de conveniência e supermercados.

A iniciativa contribuiu para que a marca Havaianas tivesse o melhor terceiro trimestre de sua história. De julho a setembro, a receita líquida consolidada aumentou 24% e o volume, 11%. Já o Ebitda avançou 29%, com ganho de margem de 7 pontos percentuais.

Como também engloba os dados da Osklen, a receita do grupo não teve esse destaque de alta nos dados que tinham sido revelados até o terceiro trimestre, mas se manteve estável.

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