GENERAL ELECTRIC: em um ano mais do que turbulento, acionistas esperam que não haja surpresas no resultado trimestral da empresa (Divulgação/Divulgação)
EXAME Hoje
Publicado em 20 de julho de 2018 às 06h46.
Última atualização em 20 de julho de 2018 às 07h24.
Investidores esperam ansiosos a divulgação dos resultados trimestrais do conglomerado General Electric (GE), nesta sexta-feira. A expectativa de analistas e acionistas é de um trimestre menos dramático para a empresa, uma das mais tradicionais dos Estados Unidos e que no último ano tem passado por uma severa crise, com uma queda de 48,9% no valor das ações, a troca de presidente em agosto do ano passado e corte nos dividendos.
É esperado que a GE tenha um faturamento de 29,25 bilhões de dólares no trimestre, 1% a menos do que os 29,56 bilhões do mesmo período no ano passado. O lucro por ação deve cair de 44%, de 28 centavos há um ano para 18 centavos no segundo trimestre atual. A esperança dos investidores é que a empresa apresente um resultado limpo e simples com as finanças dos últimos três meses, mas analistas esperam algum tipo de resposta sobre o futuro da empresa.
No final do mês passado, o presidente John Flannery, anunciou que a GE iria se desfazer de alguns ativos importantes, como os negócios de fabricação de aparelhos médicos, a divisão de transportes e a de investimentos de capital, além de uma fatia bilionária de 62,5% que detinha na Baker Hughes, uma gigante do mercado de campos de petróleo. A ideia é enxugar companhia e transformar o conglomerado numa “empresa pequena”, mantendo apenas as operações de motores de jatos, geradores elétricos e turbinas de vento — um conjunto de negócios que no ano passado foi responsável por 60% do faturamento, algo em torno de 122 bilhões de dólares.
A empresa quer se tornar uma companhia do mercado de tecnologia, focando em aviação e energia renovável, mas apesar dos esforços o sentimento do mercado não mudou. Além da queda das ações, a avaliação de crédito da GE foi cortada para negativa pela agência de classificação de risco S&P. No final do mês passado, a empresa deixou de compor o índice Dow Jones, depois de 111 anos como parte. A GE não é mais a gigante que costumava ser, mas hoje, seus acionistas só esperam seja uma empresa sem mais surpresas.