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Em meio a notícias sobre aportes de capital, uma parcela considerável do ecossistema de startups no país não entrou para a lista de investidas, 62,5%. A informação está no Mapeamento do ecossistema Brasileiro de Startups, divulgado pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups) nesta quinta-feira, 23.

Apesar de alto, o percentual representa um avanço para o setor. Em 2020, o levantamento registrava números mais elevados, 73% - ou seja, quase um quarto dos empreendedores não tinha recebido recursos. A evolução acompanhou o boom do mercado de venture capital durante os últimos anos, de acordo com Mariane Takahashi, CEO da Abstartups. “Houve um avanço ao longo deste período e agora estamos vendo como o mercado se comporta após um ciclo mais restritivo”, afirma. 

Os principais investimentos vieram a partir de investidores-anjo, responsáveis por 43%,1 dos recursos. Na sequência, estão:

  • programas de aceleração, 15,2%  
  • Corporate venture capital, 7,7%
  • FFF (family, friends and fools), 7,1%
  • Fomento público, 6,2%
  • série A, 3,9%

Na média, os investimentos obtidos pelas startups ficaram em torno de R$ 1,2 milhão, valor que representa cerca de 3% em relação aos números do ano passado. O levantamento mostra ainda que a região onde o negócio está estabelecido se coloca como uma condição importante para a obtenção de recursos. 68,9% das empresas receberam capital de investidores da própria cidade ou estado. Atualmente, mais de 50% das startups ouvidas estão com rodadas de capital abertas.

O mapeamento conta com informações autodeclaradas de quase 2.600 startups mapeadas, capturadas entre setembro e outubro deste ano. A ideia do mapeamento, em sua sexta edição, é aprofundar o conhecimento sobre o setor, oferecendo um panorama mais completo sobre o mercado, a fim de promover melhorias e permitir às iniciativas públicas e privadas o planejamento de ações para o futuro.

Como anda a diversidade no universo das startups

O levantamento também apresenta uma radiografia de diversidade no ambiente de startups. Entre os fundadores, homens cisgêneros lideram com 79,8%, mulheres respondem por 19,7% e homens cisgêneros, 0,1%. 23,7% dos fundadores são pessoas pretas e pardas. 

Um dado curioso no mapeamento é que 59,4% das startups consideram o apoio à diversidade como algo importante. Ao mesmo tempo, 59,8% não promovem ações ou processo seletivo direcionado à diversidade e inclusão

“Muitos processos seletivos falam que fazem a ação, mas quando analisamos o time não encontramos essas pessoas”, afirma Sabrina Barbosa, diretora de operações da Abstartups. Segundo a especialista, praticamente não houve mudanças de um ano para o outro.

Em geral, as startups contam com uma média de :

  • 8 mulheres
  • 3 mães
  • 6 pessoas pretas ou pardas
  • 3 pessoas com mais de 50 anos
  • 5 pessoas deficientes físicas
  • 3 pessoas LGBTQIAPN+

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