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Licença vai acelerar consórcio para leilão de Belo Monte

Com a liberação da licença ambiental prévia do projeto da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), devem esquentar nos próximos dias os bastidores das negociações empresariais para a formação dos consórcios que disputarão a concessão da usina. Já há algumas movimentações. Como noticiou o Grupo Estado no mês passado, as construtoras Camargo Corrêa […]

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h43.

Com a liberação da licença ambiental prévia do projeto da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), devem esquentar nos próximos dias os bastidores das negociações empresariais para a formação dos consórcios que disputarão a concessão da usina. Já há algumas movimentações. Como noticiou o Grupo Estado no mês passado, as construtoras Camargo Corrêa e Odebrecht - que entraram em conflito nos leilões das usinas do Rio Madeira - já se uniram em um único grupo para disputar Belo Monte.

A dúvida é quem vai ficar com quem a partir de agora. Isso porque há uma série de empresas e investidores que já manifestaram interesse pelo empreendimento. Entre eles, a Vale, CPFL Energia, grupo Neoenergia e a Previ (fundo de pensão dos aposentados do Banco do Brasil). O grupo franco-belga Suez, líder do consórcio que está construindo Jirau, em Rondônia, também deve participar do leilão, mas não se sabe ainda com quais parceiros.

O certo é que todos agora vão observar os passos da Eletrobrás. A estatal, presente nos dois projetos do Madeira, também estará em Belo Monte. Mas o governo ainda não decidiu como a estatal vai participar da disputa. Tudo vai depender da formação dos consórcios. No caso de dois grupos, é possível que ela entre como sócia do vencedor do leilão. Mas não está descartada a possibilidade dela participar da disputa nos mesmo moldes do leilão do Rio Madeira. Assim, suas subsidiárias se dividiriam e ficariam uma em cada consórcio - garantindo a todos a opção de serem "sócios" do governo.

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