“Inconformismo” é o segredo das melhores empresas, diz Ometto, chairman da Cosan

Vencedor do prêmio Melhores e Maiores de 2022 participou de debate com Guilherme Gerdau, chairman da Gerdau, mediado por André Esteves, chairman do BTG Pactual
O painel foi conduzido por André Esteves, chairman e sócio sênior do BTG Pactual, com participação de Rubens Ometto, chairman da Cosan e Guilherme Gerdau, chairman da Gerdau (Leandro Fonseca/Exame)
O painel foi conduzido por André Esteves, chairman e sócio sênior do BTG Pactual, com participação de Rubens Ometto, chairman da Cosan e Guilherme Gerdau, chairman da Gerdau (Leandro Fonseca/Exame)
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Luiza Vilela

Publicado em 12/09/2022 às 20:09.

Última atualização em 13/09/2022 às 00:53.

Na noite desta segunda-feira, 12, a EXAME anunciou a lista das vencedoras do Melhores & Maiores 2022, a principal premiação do empreendedorismo brasileiro, que reconhece e premia as empresas e empresários que se destacaram em seus setores de atuação. Após o anúncio da grande vencedora, a Cosan — premiada como melhor empresa de 2022 —, o evento abordou os principais acertos das duas últimas companhias vencedoras de 2022 e 2021 em um painel mediado por André Esteves, chairman e sócio sênior do BTG Pactual, com participação de Rubens Ometto, presidente do Conselho de Administração da Cosan e Guilherme Gerdau, chairman da Gerdau (vencedora em 2021).

“A gente costuma brincar no BTG de que a nossa profissão é um privilégio de promover as empresas brasileiras a seu próximo patamar. Na hora que uma empresa abre o capital, ela está sempre dando um próximo passo para evolução. E esse próximo passo que cria emprego, renda e cria um avanço. E isso é um privilégio de se assistir”, iniciou Esteves.

“Sempre quisemos olhar o empreendedorismo brasileiro como o “copo meio cheio”. São muitas dificuldades, e temos que valorizar o esforço dessas empresas que chegaram até aqui, o caminho que elas trilharam”, completa.

André Esteves, chairman e sócio sênior do BTG Pactual (Leandro Fonseca/Exame)

O segredo é o “inconformismo”

Assim que subiu ao palco, ao longo do painel, Rubens Ometto destacou o que, na opinião dele, leva as empresas ao grande sucesso: o inconformismo.

“O segredo é sempre o espírito de ser inconformista. O sucesso vem das pessoas que não se conformam e lutam para vencer, para superar os sistemas e atingir seus objetivos finais. É não se acomodar e encontrar a melhor forma de progredir”, comentou o chairman da Cosan.

André Esteves, chairman e sócio sênior do BTG Pactual à esquerda e Rubens Ometto, chairman da Cosan à direita (Leandro Fonseca/Exame)

Ele acrescentou, ainda, que o principal caminho para progredir ao longo do tempo e perpetuar a empresa na história do mercado é um trabalho a ser feito em conjunto.

“Nenhum sistema é melhor que os homens que o compõem. A qualidade das pessoas que trabalham com você é importantíssima, são elas que fazem o sucesso. As pessoas tem que trabalhar naquilo que elas gostam, isso muda o jogo. Tive a sorte também de ter sócios muito importantes, a Exxon mobil e a Shell, para escolher bem os executivos que trabalham conosco”, completou o executivo.

O avanço do Brasil para fora: o segredo da longevidade da Gerdau

 

Painel geral (Leandro Fonseca/Exame)

Vencedora do Melhores & Maiores de 2021, a Gerdau se estabeleceu no mercado internacional de maneira muito estratégica em uma época na qual a privatização no País era diferente da de hoje.

Atento a isso, Esteves questionou Guilherme Gerdau sobre o avanço da empresa fora do Brasil;

“Acabamos tendo um aprendizado muito grande fora do Brasil, encontramos onde teríamos relevância competitiva, fizemos escolhas. A gente sempre busca essa capacidade de competir onde somos relevantes, principalmente no aço dos painéis solares. O negócio era ter o skill para consolidar lá fora”, explicou Gerdau.

“É uma alegria grande, são 121 anos de trabalho, são 30 mil colaboradores na Gerdau. Tivemos os melhores resultados, mas isso é fruto de uma jornada de investimento, modernização, colaboração, de acertos e erros também, correção rápida dos erros. Acho que a nossa longevidade vem da compreensão de que, no Brasil, não podemos insistir nos erros, temos que ser ágeis na correção”, finalizou o executivo.

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